Intertextualidade e transgressão na poesia experimental portuguesa

dossiê E. M. de Melo e Castro da Revista do Centro de Estudos Portugueses

Artigo de Matthews Carvalho Rocha Cirne publicado no dossiê E. M. de Melo e Castro da Revista do Centro de Estudos Portugueses. [Resumo. Ligação]


Resumo: A poesia experimental encontra-se constantemente vinculada às obras ensaísticas dos autores que integraram o movimento, em suas diversas fases. Este artigo tem por objetivo compreender a poética de E. M. de Melo e Castro através dos seus ensaios. O ponto de partida será o livro Literatura portuguesa de invenção (1984), do qual serão destacados alguns pontos de interesse, que são a transgressão e a intertextualidade. Buscaremos ainda traçar as fronteiras existentes entre o poema e o ensaio, bem como a relação de ambos com os movimentos de vanguarda e o mecanismo inventivo denominado poesia programática, resultado de um trabalho de pesquisa histórica que reinseriu o Barroco na poesia portuguesa desde o final dos anos 50. As reflexões de Clément Rosset, Georges Didi-Huberman, Hannah Arendt, Marcos Siscar e Walter Benjamin subsidiarão este estudo interpretativo da obra de Melo e Castro.

Palavras-chave: intertextualidade; experimentalismo; transgressão; vanguardas.

Abstract: The experimental poetry is constantly linked to essayistic works of authors that integrated the movement, in their several phasis. This article seeks the understanding of the poetics of E. M. de Melo e Castro through his essays, as well as their relationship with the movements of vanguard and the inventive mechanism called poesia programática, result of a work of historical research that reinserted the Baroque in portuguese poetry since the late 50’s. The reflections of Clément Rosset, Georges Didi-Huberman, Hannah Arendt, Marcos Siscar and Walter Benjamin will subsidize this interpretative study of the work by Melo e Castro.

Keywords: intertextuality; experimentalism; transgression; vanguards.

DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2359-0076.40.63.89-106

Publicado na Revista do Centro de Estudos Portugueses, v. 46, n. 63 (2020) – Dossiê E. M. de Melo e Castro.

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