Diálogos e metamorfoses na ciberliteratura portuguesa, dos anos 1960 ao presente

Diálogos e metamorfoses na ciberliteratura portuguesa, dos anos 1960 ao presente

Artigo de Rui Torres e Diogo Marques sobre invenção experimentalista ciberliterária. [Resumo. Ligação externa]


Descrição > Torres, Rui & Marques, Diogo (2020). Diálogos e metamorfoses na ciberliteratura portuguesa, dos anos 1960 ao presente. In: Romance Notes, 60(1), pp. 145-53. ISSN 0035-7995.

Resumo > Este artigo apresenta e discute a ciberliteratura produzida em Portugal desde os anos 1960, tendo como foco os diálogos e as metamorfoses em que se movimenta a invenção experimentalista. Embora a aventura pioneira de Pedro Barbosa, no final dos anos 1970, marque o início da utilização de algoritmos textuais que resultaram em experiências cibernéticas para síntese automática de poemas e aforismos, merece atenção crítica a forma como outros poetas portugueses, antes de Barbosa, transpuseram processos combinatórios e aleatórios para a realização de textos não computacionais, como é o caso de Herberto Helder, E. M. de Melo e Castro, Ana Hatherly e José-Alberto Marques. A ciberliteratura surge assim como resultado de diálogos, e as suas vozes comunicantes inscrevem a textualidade electrónica no âmbito da metamorfose devido às releituras e simulações que operacionalizam. Entretanto, já no século XXI, esses poemas maquínicos foram retextualizados para ambiente web. Informados por esses processos pioneiros e pela sua remistura, novos terrenos da textualidade digital são hoje explorados, a partir de uma atitude multimodal, interativa e em rede. Por essa razão, este artigo terminará com um olhar voltado para o futuro, apresentando obras de Antero de Alda, Rui Torres e Diogo Marques.

Ligação externa (sem acesso aberto) > https://doi.org/10.1353/rmc.2020.0016