Mix and Match: Hibridismo e Transmaterialidade

Mix and Match: Hibridismo e Transmaterialidade

Livro coordenado por Maria Eugénia Pereira, Inês Costa e Emanuel Madalena, com textos de Manuel Portela, Rui Torres e Ana Albuquerque e Aguilar relacionados com a poesia experimental e digital. [Descrição. Ligação. PDF]


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Mix and Match: Hibridismo e Transmaterialidade. Maria Eugénia Pereira, Inês Costa e Emanuel Madalena, coords. V.N. Famalicão: Edições Húmus. ISBN 978-989-755-695-1.

Abstract:

Mitchell Whitelaw esboça uma “estética da presença” dos media nas artes, argumentando que as tecnologias podem ajudar a entender a forma de o humano estar no mundo. A transmaterialidade, para Whitelaw, é, pois, “a view of media and computation as always and everywhere embodied, but constantly propagating or transducing patterns through specific material instantiations. Among other things, it offers a way to rethink ubiquitous computing and media without, or against, information technology” (2012, p. 223). Este volume pretende oferecer uma visão transmaterial que enfatize a continuidade das aproximações, das transposições, ultrapassando todo e qualquer limite, num movimento de criação ou de recriação.

URI (download de PDF gratuito): http://hdl.handle.net/10773/37069


Inclui artigos relacionados com a poesia experimental:

Recombinante, transgénica, emergente: uma ecologia poética pós-digital, por Manuel Portela

Resumo: A ligação permanente dos terminais individuais de escrita e leitura depende de complexas assemblagens de software e hardware que reconfiguram a ecologia medial. A digitalização da escrita e das tecnologias mediais, por um lado, e a computação em nuvem, por outro, aceleraram essa reconfiguração ao longo da última década. Neste texto analisarei obras de Johannes Heldén & Håkan Jonson, Nick Montfort, J. R. Carpenter e Jhave, publicadas entre 2014 e 2019, cujos processos exploram criativamente a ecologia medial das redes eletrónicas e do regime computacional. A natureza transmédia das obras escolhidas – isto é, a sua existência múltipla através de um conjunto interligado de artefactos e ações distintas (código-fonte, versão eletrónica, versão impressa, instalação, performance) – replica a ecologia poética das redes digitais e das situações de comunicação literária segundo princípios pós-digitais.

Contra os novos média: a literatura pós-digital como mediação e hibridização (pp. 47-67), por Rui Torres

Resumo: O termo pós-digital aponta para o modo como as tecnologias digitais motivam diálogos que vão além da interactividade mediada pelo ecrã, suscitando formas de conjunção entre digital, cultural e biológico. Esta combinação de real e virtual tem desencadeado formas de criação artística e literária que se caracterizam pela mediação e hibridização. Uma vez declarado o “fim do fascínio” pelos novos média, e reconhecendo que todos os média já foram novos, este regresso ao material, embora ainda mediado pela computação, parece indicar que o real não se tornou obsoleto. A literatura pós-digital descreve e circunscreve, por isso, uma oportunidade para explorar, conhecer e examinar, de um modo crítico e reflexivo, as consequências da digitalização na literatura e nas artes. Neste artigo serão discutidos os conceitos enunciados no título, fazendo-se referência a obras de wr3ading d1git5, Eduardo Kac, Christian Bök e Cesar & Lois, as quais comprovam que a literatura remete para o múltiplo e o heterogéneo.

Tensão, ruptura e continuidade. A literatura infantil e juvenil digital e o cânone literário, por Ana Albuquerque e Aguilar

Resumo: A literatura infantil e juvenil digital (LIJD), caracterizada pela heterogeneidade, aporta algumas dificuldades de demarcação ontológica (Ramada Prieto, 2017), pois, se, por um lado, é herdeira da literatura infantil e juvenil (LIJ) impressa, o meio em que é criada e fruída possui especificidades que expandem as possibilidades e os modos de leitura. Deste modo, passaremos a uma breve caracterização da literatura eletrónica, em particular a criada para ou apropriada por um público mais jovem.


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