Alberto Pimenta: poesia, performance, profanação

Lúcia Liberato Evangelista, Alberto Pimenta: poesia, performance, profanação

Tese de doutoramento de Lúcia Liberato Evangelista sobre poesia, performance (e profanação) em Alberto Pimenta. [Descrição. Ligação para PDF]


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Autor(a): Lúcia Liberato Evangelista
Título: Alberto Pimenta: poesia, performance, profanação
Data: 2023-06-21
URI: https://hdl.handle.net/10216/151209

Tese realizada no âmbito do Doutoramento em Estudos Literários, Culturais e Interarísticos, orientada pela Professora Doutora Rosa Maria Martelo Fernandes Pereira e pela Professora Doutora Maria Eugénia Morais Vilela

Resumo: Em Read & mad (1984), décimo livro de Alberto Pimenta, o autor fará a seguinte constatação: «não haja dúvidas: a arte está destruída, é ela mesma a ruína das próprias runas, o tal mito que se esqueceu do próprio rito». De 1970 até a atualidade, a produção do artista sempre se deu por uma via intermedial, performativa, e numa postura satírica, dessacralizadora, de «denúncia implacável da ordem social hipócrita que nos constrange e da institucionalização da arte que a justifica e legitima» (Ramalho 1989: 136). O nosso objetivo é, pois, estudar, na esteira da teorização de Giorgio Agamben, o conjunto da obra deste autor como um gesto de profanação do artístico. A obra de Alberto Pimenta surge então como ímpeto para pensar a arte como resistência diante de um modelo econômico exercido na cooptação dos gestos criativos, na espetacularização do excêntrico e na monetarização da cultura.

Palavras-chave: Poesia — performance — intermedialidade — dessacralização — profanação

Abstract: In Read & mad (1984), Alberto Pimenta’s tenth book, the author makes the following observation: «there is no doubt: art is destroyed, it is itself the ruin of its own runes, the mythical that forgot its own ritual». From 1970 to the present, the artist’s production has always taken place in an intermedial, performative way and in a satirical, desacralized posture of “unforgiven accusation of the hypocritical social order that constrains us and of the institutionalization of the art that justifies and legitimizes it” (Ramalho 1989:136). Therefore, we aim to study, in the wake of Giorgio Agamben’s theorization, the whole of this author’s work as a gesture of profanation of the artistic. Alberto Pimenta’s work emerges as an impetus to think of art as resistance in the face of an economic model held in the co-option of creative gestures, in the spectacularization of the eccentric, and in the monetarization of culture.

Keywords: Poetry – performance – intermediality – desacralization – profanation

Ligação externa (PDF) > https://hdl.handle.net/10216/151209