Arte e tecnologia na segunda metade do século XX: o código como paradigma

Arte e tecnologia na segunda metade do século XX: o código como paradigma

Tese de doutoramento de José António Gomes de Oliveira sobre utilização de código informático e genético em processos artísticos. [Resumo. Ligação]


Descrição > Título: Arte e tecnologia na segunda metade do século XX: o código como paradigma | Autor: Oliveira, José António Gomes de | Orientador: Brito, Margarida Acciaiuoli de | Data: 2016 | Doutoramento em História da Arte, especialidade de História da Arte Contemporânea, FCSH/DHA Universidade Nova de Lisboa

URI > http://hdl.handle.net/10362/19032

Resumo > Esta tese de doutoramento debruça-se essencialmente sobre a segunda metade do século XX na sustentação se que, tanto o código de programação dos computadores como o código genético constituíram, na prática artística, pontos de partida para o estabelecimento de novos modelos e paradigmas na arte contemporânea. Esses novos modelos revelam-se a partir de uma certa resistência, tanto institucional como no discurso canónico da história e da escrita, ao acolhimento destas novas mediações, que tiveram como consequência um lapso de tempo que importa reabilitar. A partir de uma abordagem diferenciadora do século XIX relativamente ao século XX, estruturou-se um estudo que evidencia, essencialmente na sua segunda metade, uma realidade social e cultural de cariz tecnológica propiciadora à criação artística neste domínio. A análise da prática artística neste estudo recai essencialmente sobre os seus pioneiros, tanto em termos internacionais como nacionais, referenciando-se neste âmbito, com algum destaque, os trabalhos de Leonel Moura e Marta Menezes como exemplos diferenciados da utilização do código (informática e biologia) nos respectivos processos artísticos. A prática artística no início do século XXI considerada brevemente no final deste estudo, evidencia os novos paradigmas que a introdução dos novos meios, mais do que simples tecnologias, vieram aportar. Nomeadamente no relacionamento institucional, na criação de métodos de arquivo e manutenção, na divulgação e comercialização das obras, na formação interdisciplinar e investigação artística, e na aproximação entre arte e ciência.

Abstract > The thesis sustains that code (computer programming code, as well as genetic code), represented starting points for a paradigm shift in contemporary art when it began to be integrated in art practices in the second half of the 20th century. Those new paradigms were originated from a certain resistance in welcoming those new mediations, both at the critical and institutional level, which lead to the lack of attention regarding its integration into art history mainstream discourse and, consequently, to a lapse in time that is important to rehabilitate in order to understand the 21th century art practices. the first part of this study is concerned with the analyses of the social and tecno-cultural contexts of the 20th century, as werll as the aesthetic directions suggested by new media art practices (systems, imnformations and database aesthetics), in order to show that the technological shift based on information and (later) biologic technologies, were not foreignenvironments in the artistic creation. The second part of this study is concentrate0d in the artistic practice analysis of the early developments and support of new media pioneers, with some enphasis on works by Portugueses artists Leonel Moura e Marta de Menezes, as differentiated examples of the use of code (information technology and biology) in their respective artistic projects. The artistic practice in the early 21st century, briefly considered at the end of this study, outlines the new artistic scenarios and the new paradigms that were brought to light with the introduction of new media – namely at the institutional relationship level, in the archive and preservation methods, in exhibition and selling works of art – and also in the creation of new interdisciplinary academic curriculum/artistic research, and in the new synergies (and sometimes symbioti approach) between art and science.