Máquinas que amam: o princípio combinatório em Herberto Helder

Máquinas que amam: o princípio combinatório em Herberto Helder

Artigo de Antonio Fournier sobre relação da combinatória em Herberto Helder com a obra de Nanni Balestrini. [Resumo. Ligação]


Referência > “Máquinas que amam: o princípio combinatório em Herberto Helder” / Antonio Fournier. – In: RIVISTA DI STUDI PORTOGHESI E BRASILIANI. – ISSN 1129-4205. – (2017), pp. 63-74. <http://hdl.handle.net/2318/1666371>

Resumo > Electronicolírica (1964) assinala um dos primeiros momentos em Portugal em que alegadamente se recorre à combinatória computacional enquanto “base linguística para a criação poética”, experiência que Antonio Tabucchi não hesitou em apelidar de “surrealismo electrónico”, distanciando-o porém das livres associações e dos automatismos característicos do surrealismo. O livro, escrito numa época em que Herberto Helder aderira ao experimentalismo, foi directamente influenciado, como nos é dito no posfácio, pelas experiências efectuadas por Nanni Balestrini com um calculador electrónico, de que resultaram os poemas generativos Tape Mark 1 (1961) e Tape Mark 2 (1962). O presente ensaio procura aprofundar a relação entre a proposta generativa do poeta italiano e a “máquina lírica” do autor português.

Ligação > http://hdl.handle.net/2318/1666371