
Diálogos entre Camões e Dinamene
2025
Sistema de variações a partir de Camões e Manuel Portela, gerando combinações únicas e potencialmente infinitas.
Aceder online ↗REMISTURAR O ARQUIVO · Cinco Dimensões do Texto Experimental
Máquinas de Escrita · Código e Linguagem
O texto torna-se sistema em execução. A leitura transforma-se em interação, escolha e participação.
Na dimensão Texto–Código, REMISTURAR O ARQUIVO propõe uma mudança de paradigma: o poema emerge como processo, como dispositivo algorítmico, como máquina de variação.
Partindo do Arquivo Digital da PO.EX, a sessão revisita práticas combinatórias e experimentais que antecedem o digital, projetando-as nas formas contemporâneas da literatura eletrónica. Em diálogo com Diogo Marques, explora-se o texto enquanto estrutura programável e interface interativa.
O poema passa a ser aquilo que acontece em tempo real, através de regras, algoritmos e decisões incorporadas no sistema. Mais do que perguntar “o que significa?”, importa perguntar: como funciona? Quem define os percursos possíveis? Que possibilidades foram inscritas no código?
A escrita revela-se como arquitetura invisível que organiza a experiência do leitor: um espaço onde autor, leitor e máquina se contaminam mutuamente, e onde o texto se afirma como sistema em permanente transformação.
[Texto–Texto] :: regra ::
A regra combinatória, a matriz, a possibilidade de o texto variar sem deixar de reconhecer uma estrutura. Há textos que são escritos uma vez e ficam como estão. Há textos que são construídos para mudar. A combinatória, presente na literatura há séculos e particularmente explorada pelo Barroco, faz do texto um sistema de possibilidades.

2025
Sistema de variações a partir de Camões e Manuel Portela, gerando combinações únicas e potencialmente infinitas.
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1971
Poema de Álea e vazio, antecedente da poesia digital combinatória.
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1988
Re-textualização de “Tudo pode ser dito num poema”, in Máquinas pensantes.
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2014
Textos de Álea e vazio retextualizados em XML com Poemário.js.
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1964
Poema publicado no primeiro número dos Cadernos de Poesia Experimental.
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1991
Versão programada no Sintext de poema original de Herberto Helder.
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2010
Versão combinatória usando o software Poemário.
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1963
Texto sobre a nova sintaxe espaço-visual na poesia concreta e electrónica.
Aceder online ↗[Texto–Imagem] :: grelha ::
A página, a superfície, a distribuição visual, aquilo que orienta o olhar antes de qualquer leitura linear. A grelha organiza, divide, distribui e aproxima. Diz-nos onde olhar e que relações estabelecer. A grelha é uma forma de código visual.


2006
Releituras generativas alimentadas por notícias de jornais em formato RSS.
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[Texto–Som] :: pauta ::
A pauta é uma forma de código. Indica ações, durações, intensidades, entradas, pausas e silêncios. É um sistema de sinais que organiza acontecimentos sonoros possíveis e transforma o texto em voz, ritmo e performance.



1966
Caderno de Salette Tavares in Poesia experimental 2.
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1977
Obra em três variações: texto dactilografado, gravação sonora e painéis visuais.
Aceder online ↗[Texto–Espaço] :: percurso ::
A leitura como deslocação, aproximação, circulação e encontro físico com o texto. Ler nem sempre é permanecer diante de uma página. Às vezes é aproximar-se, tocar, percorrer, voltar atrás. O significado constrói-se através do caminho.







2008
Performance com paisagens sonoras interactivas, composição visual e coreografia em tempo real.
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[Texto–Código] :: execução ::
O momento em que estas operações podem correr num sistema, responder ao gesto do leitor e produzir uma ocorrência variável do poema. O código organiza possibilidades, define percursos e estabelece limites. Só comunicamos porque os códigos são partilhados e partilháveis; só os podemos transformar porque os aprendemos e apreendemos.




1977
Livro com teoria do texto computacional, textos permutacionais e apêndices com programas e códigos.
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1977
Poema computacional: versões impressas, fitas perfuradas, códigos.
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2015
Retextualização de poemas programados por Pedro Barbosa em 1976.
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2006
Interpretação de ideogramas de E. M. de Melo e Castro, in Visão Visual Vocal.
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2026
Instalação interativa baseada no poema Urgentemente, de Eugénio de Andrade.
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