Computer Poetry

Computer Poetry

Série de três poemas programados por Silvestre Pestana entre 1981 e 1983. [Descrição. Ligações]


Descrição >

Silvestre Pestana programou em BASIC, primeiro para um Sinclair ZX-81 e ZX-82, e depois, já com iluminação cromática, para um Sinclair ZX Spectrum, três poemas dedicados, respetivamente, a Henri Chopin, E. M. de Melo e Castro e Julian Beck, que resultaram na série Computer Poetry (1981-83). Pestana, artista visual, escritor e performer – que regressou do exílio na Suécia após a Revolução dos Cravos em Portugal, a 25 de abril de 1974 – trouxe influências diversas, exploradas através da fotografia, vídeo, performance e media computacionais. Da sua produção criativa, destaca-se a peça conceptual icónica Povo Novo (1975), remediada pelo próprio autor na referida série de poemas visuais cinéticos ou “infopoemas” (Melo e Castro 1988: 57).

Funcionando quase como guiões televisivos, a série oscila entre formas reconhecíveis – como o oval e as formas maiores animadas lettristas, formadas pelas palavras de pequena dimensão “ovo,” “povo,” “novo,” “dor” e “cor” – e a interpretação das palavras em si: “ovo,” a unidade, mas também o potencial; “povo,” o coletivo, o indistinto, a massa; “novo” e “cor/dor.” Este jogo de relações traduz a nova consciência, embora dolorosa, de um “povo novo” num novo período histórico, social e artístico, de liberdade e ação.

Numa entrevista, Pestana (2011) afirmou ter pesquisado mais de trinta línguas, apenas para descobrir no português a possibilidade de atravessar o singular e o plural, o individual e o coletivo, o passado, presente e futuro, deslocando apenas uma letra: ovo/(p)ovo/(n)ovo.

Fonte: Álvaro Seiça, “A Luminous Beam: Reading the Portuguese Electronic Literature Collection” (2015)


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Download aqui: https://pestanasilvestre.files.wordpress.com/2013/02/computerpoetry81.mpg

Fonte: Website do autor (https://pestanasilvestre.wordpress.com/) e ELMCIP (https://elmcip.net/creative-work/computer-poetry


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