O Bobo, o Bardo, o Sábio (na Máquina): Investigação Criativa Ciberliterária

O Bobo, o Bardo, o Sábio (na Máquina): Investigação Criativa Ciberliterária

Artigo de Diogo Marques sobre Ciberliteratura, Investigação criativa, Jogo e Criatividade. [Resumo. Ligação]


Descrição > Marques, D. (2019). O Bobo, o Bardo, o Sábio (na Máquina). Diacrítica, 33(1), 20-41. https://doi.org/10.21814/diacritica.308


Resumo > Em 1964, Arthur Koestler, publicava The Act of Creation, no qual avançava uma teoria geral da criatividade, afirmando que todas as atividades criativas, conscientes ou inconscientes, da originalidade artística à descoberta científica e inspiração cómica compartilham o mesmo padrão primordial, “pensamento bisociativo”. Para Koestler, todo o ato criativo é uma “bissociação” de pelo menos duas estruturas de pensamento aparentemente díspares, postulado que faz assentar numa alegoria tripartida da criatividade humana, assente nas figuras do Bobo, do Sábio e do Poeta. Publicado no ano de falecimento de Norbert Wiener, uma das razões que levou Koestler a escrever sobre criatividade ter-se-á prendido com a tendência dominante na academia, nos cinquenta anos que antecederam o seu volume, nomeadamente, na psicologia académica, com uma tendência para a redução do ser humano ao status de autómato condicionado. O que aprendeu a academia entretanto? Com a evolução da tecnologia digital tornou-se cada vez mais difícil não prestarmos atenção às influências geradas nos processos de fertilização cruzada entre diferentes campos. Pelo meio, o ideal do artista, ou do cientista/investigador, na sua torre de marfim vai ganhando contornos de paradigma obsoleto. Não será, então, tempo de reavaliar a criatividade à luz de tais “maquimanipulações” entre humanos e máquinas?