Cyberana: uma poética da máquina

Biblos. Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Artigo de Ana Marques Gastão sobre a máquina-escrita de Ana Hatherly. [Resumo. Ligação]


Dados: Título: Cyberana: uma poética da máquina | Autora: Ana Marques Gastão | In: Biblos. Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Número 3 | Data: 2017 | ISSN: 0870-4112 e-ISSN: 2183-7139 | DOI: 10.14195/0870-4112

URI: https://impactum-journals.uc.pt/biblos/article/view/3_5

Resumo: Construtora de uma máquina-escrita, Ana Hatherly apontava já, na década de 60, a sua mão inteligente para o mundo da robótica. La Fée électricité cedo antecipa o futuro. Os inventos-máquina atraem-na na arte como na ciência. Em O POETA ROBOT H2, segue o rumo das primeiras 39 tisanas, que encenam a marcha da criança até ao robot. O caminho é genesíaco, mas em sentido oposto. O futuro, ligado ao conceito de esperança, foi sempre entendido enquanto rede, pensado pela poeta-ensaísta segundo premissas espinosianas, a partir do presente. Faz-se coexistir passado e futuro num vórtice: quando uma espiral termina, outra começa. A waste land transforma-se em revelação.

Palavras-chave: Futuro; Máquina; Golem-robot; Corpo; Entropia

Abstract: Creator of a writing-machine, Ana Hatherly’s intelligent hand was already pointing in the 60s towards the world of robotics. La Fée électricité foretells the future from early on. She was drawn to machine-inventions, both in art and in science. In ROBOT POET H2, the first 39 tisanes lead the way, portraying the child’s steps towards the robot. The path is like Genesis in reverse. For the poet and essayist, the future, linked to the concept of hope, has always been understood as a network constructed along Spinozan premises beginning in the present. The past and the future are made to co-exist in a vortex: as soon as a spiral ends, another one begins. The waste land is turned into a revelation.

Keywords: Future; Machine; Golem-robot; Body; Entropy