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Seleção antológica dos principais autores históricos e contemporâneos da Poesia Visual Portuguesa, com coordenação, seleção e estudo introdutório de Fernando Aguiar. [Capa. Descrição. Ligações]
Poesia Experimental Portuguesa
Natural da Madeira, António Nelos (1949-2018) tinha o Bacharelato em Artes Plásticas e Design, pelo Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira, e era Licenciado em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Fez também estudos de serigrafia e design gráfico em Bruxelas.
As obras de António Nelos partem da recolha e seleção de imagens de jornais e revistas. Estes materiais são submetidos a operações de manipulação e transformação com recurso à fotocopiadora. A manipulação eletrográfica funciona como processo de transfiguração e recodificação das imagens. Da consequente deformação e desfamiliarização resultam nexos surrealistas e associações que subvertem os discursos e imagens de partida. A reinscrição de superfícies e valores cromáticos distintos num mesmo plano gráfico implica geralmente a sua rematerialização segundo a lógica formal do preto e branco. O grão da fotocópia ou a baixa resolução resultante da multiplicação sucessiva das cópias tornam-se estratégias para substituir o mimetismo referencial das imagens por uma reflexividade crítica. Por vezes, estes processos de deformação da imagem são colocados em relação com elementos verbais, contaminando as operações de colagem, montagem e reinscrição técnica da imagem com o grão da linguagem.
Obras Principais > Obras principais > António Nelos foi co-fundador da revista Zut! (Viseu, 1983). Publicou uma selecção dos seus trabalhos em Xerolage (Wisconsin – E.U.A., 1986), colecção editada pelas Xexoxial Editions, e colaborou nas revistas Anti Isolation (Wisconsin – E.U.A., 1985), DOC(K)S (Ventabren – França, 1987), Lola-Fish (Mainvilliers – França, 1992), Amano (Madrid – Espanha, 1997) e Artéria (São Paulo – Brasil, 2016). Participou, entre outras, nas seguintes exposições de poesia visual: Visioni, Violazioni, Vivisezioni (Bondeno – Itália, 1982); Poesía/83. Muestra Internacional de Poesía (Cuenca – Espanha, 1983); 1ª Muestra de Libro Objeto (Sevilha, 1986); Mappe dell’Immaginario (Salerno – Itália, 1987); Concreta. Experimental. Visual (Bolonha – Itália, 1989; Paris, Lyon e Poitiers – França, 1990); Poema Mu(n)do (Figueira da Foz, 1993); Electroarte (Lisboa, 1994); Imaginários de Ruptura: Poéticas visuais (Vila Nova de Foz Côa, 2002). Colaborou ainda nas exposições realizadas no âmbito das várias edições das Bienais Internacionais de Poesia Visual e Experimental do México (Cidade do México, 1985-86, 1990, 1992 e 1996), na VI Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira (1988), no 1.º Festival Internacional de Poesia Viva (Figueira da Foz, 1987, e Amadora, 1988), no II Encontro Nacional de Intervenção e Performance (Amadora, 1988), em What is Watt? (Funchal, 2005; Maia, 2006) e na Bienal de Arte Pública Lonarte 11 (Calheta, 2011). Organizou as seguintes exposições nos domínios da poesia visual, electrografia e arte postal: Poesia: Outras Escritas, Novos Suportes (com Fernando Aguiar, Setúbal, 1988); 1.ª Exposição Internacional de Arte Postal em Setúbal (1989); e Electrografias (com César Figueiredo, Setúbal, 1991). Está representado em várias antologias, colectâneas e catálogos dedicados à poesia visual e electrografia, sendo autor, entre outras, das seguintes publicações: Olho por olho dente por dente (1987), In nomine pater (1993), Protocolo (1993), Pravda (1993), 25 Poemas Visuais (1993), Lugares de assento. Polí(p)tico Satírico (2002), Novos Lugares de Assento. Polí(p)tico Satírico (2003) e Apenas as Mulheres (com Mário Passos Furtado, 2016). Foi um dos responsáveis por Filigrama, publicação experimental colectiva dedicada à electrografia e arte postal.
[Biografia escrita por Manuel Portela e Bruno Ministro]
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Seleção antológica dos principais autores históricos e contemporâneos da Poesia Visual Portuguesa, com coordenação, seleção e estudo introdutório de Fernando Aguiar. [Capa. Descrição. Ligações]
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Texto de Maria João Lopes Fernandes sobre Évora Experimental 2024. [Texto. Imagens]
Continuar a ler “Évora Experimental 2024: um encontro com a palavra multidisciplinar”
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Exposição que dá a ver as diferentes vertentes e fases do trabalho de António Nelos, com curadoria de Isabel Santa Clara, na Casa da Cultura Santa Cruz. [Materiais de divulgação. Catálogo. Fotografias]
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Seleção de poemas concretos e visuais no número 19 da revista «folhas, letras & outros ofícios». [Descrição. Capa]
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Exposição com obras de 18 artistas portugueses, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri. [Imagens]
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Exposições com publicações colectivas do Arquivo Fernando Aguiar e da Coleção Moraes-Barbosa, no Museu de Arte John Young, Universidade do Havai em Mānoa, e na Galeria Avenida da Índia, Lisboa. [Imagens. Ligações]
Continuar a ler “Redes, Colaboração e Resistência em/entre Portugal e Brasil, 1962-1982”
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Exposição de Poesia Experimental Portuguesa em Brasília, Brasil, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri. [Cartaz. Informações. Imagens. Vídeos. Ligação]
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Artistas e poetas recriam obras de Ana Hatherly em resposta ao desafio lançado pelo Festival Silêncio. Curador: Fernando Aguiar. [Imagens]
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Texto de António Nelos em homenagem a António Aragão. [pdf]