escrita_esGrita

CAAA

Exposição de António Barros no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, de 16 março a 18 maio 2024. [Folha de sala. Imagens]


Inauguração 16 de Março, 15h | até 18 de Maio · CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura · Rua Padre Augusto Borges de Sá, 4810-523 Guimarães, Portugal · Segunda a Sexta, das 14h30 às 18h30h e Sábado das 15h às 19h


Folha de Sala >


e s c r i t a _ e s G r i t a   |  CAAA  |  2024  |  Guimarães


Três espaços: A B C, porque há transversalidade e o dever do autor é dizer o tempo em que vive. Resolve-se assim, o lugar, numa conjugada vascularização a fazer dialogar dizeres de socialização, vontades, e hermenêuticos questionamentos colhidos na comproMetida [em si metida] paisagem urbana. A escrita é visual, gerada sobre suportes vivenciados, entendam-se — objectos de transitividade, ou sejam — obgestos. O comportamento em arte, é performativo. Uma arte de acção. À intangibilidade dos gestos, esses (d)enunciam-se de progestos. Perante a perda, o objecto é assim, transitivo, para a resolução do luto. Há luta. Convulsiva. Numa busca geradora da transcendência de si. O dizer almeja inventiva transfiguração. A escrita, esGrita.


Sala A | Retratos convulsos

Sala A | Retratos convulsos. 1; 10 _ Samovar sobre pedras. 2; 3; 4 _ em Fluxus, Beuys traz a cruz da ferida pós-de-guERRA. 5; 6 _ alCança | alCansa, quem não cansa. 7 _ Retrato de Clarice Lispector, 8; 9 _ AA_HH, 11; 12 _da flor, esse rosto de esGrita. Operação Arte_Educação, Fundação Bissaya Barreto | Basalto, uma arma de fogo _ Aula.


Sala B | P de Portugal ao fundo

1; 2 _ Lágrima de Amália com P de Portugal ao fundo, revisita-se como um acrídeo ancorado à parede procurando equilíbrio, atirando os pés dentro de dois pratos, vazios. Os modos de fome são múltiplos. 3; 4 _ Sudoeste diz desnorte no cimo do Ruivo. Pico insular. Pregos avulsos, ou resta-nos pregar [preg(o)_ar] na montanha. 5; 6 _ o25deAbril50ansdepois. PPP, Estilhaços, casca de frutos, vazios, fantasma do capitão quebrado, bola_bastão, memória do ensino coercivo — P. 7; 8; 9 _ SerVil _ Uma “estória” a não contar, P_orque é História, diz o pente ao cunho. 10; 11; 12 _ Urban Life, não posso, ou Escravos _Brindam com areia negra. Basalto. O tabuleiro, frio, é suportado pelo banco, invertido, a dizer M_água, mágoa magoa. Cravos negros, escuridão. Que cega. Escravos. 50 anos e basta? Não, não bastam. Não!


Sala C | guERRA

1; 2 _ egos, os loucos conduzem os cegos, os ocos conduzem os egos, diz o martelo da calçada ao pó de milho perdido ao chão. 3 _ preSente, auSente, s(e)Ente, traz “POR CHE, uma elegia a Che Guevara”, em What is Watt?, embrulhado num gRito de mail art. 4 _ Myr, chamaH. 5 _ Retrato perdido da viúva Myr. 6 _ um omem sem H. 7; 8; 9. Três pautas musicais convidam os compositores no CAAA: 7 _ guERRA; 8 _ Retrato de Y e K, depois do rebentamento ; 9 _ UKRAYINA2400H. 10; 11; 12 _ Na fronteira as mulheres polacas colocaram, na estação de comboios, carrinhos de bebé para ajudar as mulheres ucranianas, em fuga, a levar os filhos. Um orgulho alheio, este, o do gesto polaco. Uma luz ao cimo da escada no enterrar da faca.


V(l)er tb > escrita_esGrita [Convite]


[Agradecemos a António Barros a autorização que permitiu disponibilizar esta obra no Arquivo Digital da PO.EX]