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Exposição com obras de autores que operam na senda do Facīes. [Imagens]
Da flor, esse rosto de esGrita
Casa Museu Bissaya Barreto, Coimbra, 18 janeiro – 22 março 2024
Autores na senda da escrita visual trazem gestos a desafiar um estudo performativo perante o fácies. Do latim — Facīes. Fractais de E. M. de Melo e Castro, esGritas de António Barros, electrografias de António Dantas e poemografias de Heduardo Kiesse revelam uma face do Facīes. Em: da flor, esse rosto de esGrita — operação expositiva e dinâmica na senda do binómio: Arte_Educação revela-se. Mas outra consciência de Facīes, a geológica, também sucede e aí, durezas, da rocha à palavra, se insinuam, e assim outros autores aqui surgem no rosto da existência. E são eles: com o seu alfabeto, de “AZ_Comunicação”, Alberto Carneiro, o sempre icónico performativante Albuquerque Mendes, as pedras em “Litoralidade” de Augusto Canedo, o onírico caligramático Oscar Araripe, e as teatrais sombras ditas de Lourdes Castro.
Obras de:
- E. M. de Melo e Castro
- António Barros
- António Dantas
- Heduardo Kiesse
- Alberto Carneiro
- Albuquerque Mendes
- Oscar Araripe
- Lourdes Castro
- Augusto Canedo
Entrada >
Processos >
Augusta Villalobos e Yngrid Ferreira
Vistas da Exposição >
- Alberto Carneiro, “AZ Comunicação”, 1976
- Albuquerque Mendes, “Hair Cream”, 1997
- António Barros, “Florigen”, 2010-2023
- António Barros, “Para um retrato de Tesla”, 2023
- António Barros, “Mágoa, chAma ‘retrato’ de Cecília Meireles”, 2022
- António Barros, “aL(a)ma”, 2018
- António Dantas, “Rosto, Cara, Face”, 2001
- António Dantas, “Rosto, Cara, Face”, 2001
- Augusto Canedo, “Litoralidade”, 1998
- E. M. de Melo e Castro, [sem título] Fractais, 2000
- E. M. de Melo e Castro, [sem título] Fractais, 2000
- Heduardo Kiesse, [sem título], 2018
- Heduardo Kiesse, [sem título], 2018
- Lourdes Castro, “Hortências Sombras Qta Monte”, 1985
- Oscar Araripe, “Flores para Tiradentes”, 2017
Legendas das obras >
Alberto Carneiro
“AZ Comunicação”, 1976
objecto-livro, 21x10cm, em: envolvente
_instalação compósita suporte, leitura gráfica
de conteúdos num alinhamento de alfabeto
és a Natureza da Arte e nela
uma outra Natureza
Alberto Carneiro
Albuquerque Mendes
“Hair Cream”, 1997
técnica mista pintura e colagem,
14,5×21,5cm, peça em suporte: envolvente
_instalação compósita
em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meireles
António Barros
“Florigen”, 2010-2023
enamoramento entre dois ramos de
orquídeas em estufa a céu aberto,
instalação com elementos vegetais, ferro,
poliester, luz, sombras, e farinha de trigo
existe pois uma íntima relação entre as flores
e os condenados
Jean Genet
António Barros
“Para um retrato de Tesla”, 2023
instalação: objecto-texto com 41x56cm
[ferramenta procura sala de aula]
o dever de um artista é reflectir
o tempo em que vive
Nina Simone
“Mágoa, chAma ‘retrato’ de Cecília Meireles”, 2022
objecto-texto, espelho guestalt intervencionado
com tinta plástica negra. Obgesto que antes
visitou o Museu da Água, em Coimbra
não sou alegre, nem sou triste:
sou poeta
Cecília Meireles
António Barros
“aL(a)ma”, 2018
poemografias, 25x25cm, e registos
de objecto-texto de original na coleção do
MUDAS.museu ; obgesto de rochas anexas
deus perdoa sempre, o homem por vezes
perdoa, a Natureza nunca perdoa
Joaquim Carreira das Neves
António Dantas
“Rosto, Cara, Face”, 2001
electrografias
fotocopiadora, grafadas sobre papel, 36×32 cm,
tapete de folhas [Liquidambar / Ambar liquido]
a cabeça pensa onde os pés pisam
Paulo Freire
Augusto Canedo
“Litoralidade”, 1998
pintura, pastel e areia sobre papel.m
sobre mala de viagem lacada a tinta plástica,
rocha vestida em meia de seda
o meu país é o que o mar não quer
Ruy Belo
E. M. de Melo e Castro
[sem título] Fractais, 2000
21×29,7cm, envolvente _Instalação
compósita, com fractais gerados no Fractint,
com edição posterior sobre livros residindo
em arquivo móvel perdido perante o espelho
só a invenção
nos dá a razão das nossas vidas
E. M. de Melo e Castro
Heduardo Kiesse
[sem título], 2018
Poema Visual, objecto_arte,
poemografia sobre rocha, em
envolvente_instalação compósita
escrever poesia é bater palmas
com as mãos cheias de silêncio
Heduardo Kiesse
Lourdes Castro
“Hortências Sombras Qta Monte”, 1985
p. a. serigrafia 69x49cm
não chorem por mim
eu só me vou transformar
Lourdes Castro
Oscar Araripe
“Flores para Tiradentes”, 2017
pintura gerando flores em jogo
caligramático, sobre tela_vela, 49x39cm
formosa é a forma da flor
e a flor da forma
Oscar Araripe

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