«Um clarinete a comer sorvete»: a música na poesia pós-1974 de Salette Tavares

VII Jornada Música, Media e Públicos em Portugal - 1974 à atualidade

Comunicação de Margarida Maia sobre a relação de Salette Tavares com a música. [Resumo]


Resumo:

A poesia experimental portuguesa surgiu na década de 1960 como forma de resistência aos lugares-comuns e ao simbolismo decadente impostos pelo regime ditatorial. Poeta experimental da primeira geração, Salette Tavares insurgiu-se contra «a argúcia da censura» (Tavares 1995, 18) através da relação da escrita com outros códigos e artes, incluindo a música. Após o 25 de abril de 1974, reivindicou «o som» e «a voz da palavra» como veículo para a livre circulação de todas as ideias por «aedos e trovadores» (Tavares 1980, 31). Ainda que claramente latente na sua obra, a relação de Salette Tavares com a música não tem sido objeto de investigação sistemática. Como parte de um projeto mais abrangente, proponho identificar e analisar criticamente as referências à música e aos músicos, explícitas e implícitas, em todos os seus poemas e ensaios do período pós-1974, explorando de que forma operam como dispositivos intermediais na sua obra.

Bibliografia:

Tavares, Salette. 1980. “Voz” in Exposição de Poesia Experimental Portuguesa PO.EX.80, 28–31. Lisboa: Galeria Nacional de Arte Moderna – Belém.
Tavares, Salette. 1995. “Carta de Salette Tavares para Ana Hatherly” in Poesia Gráfica, 16–19. Lisboa: Casa Fernando Pessoa.

Palavras-chave:

análise de conteúdo; intermedialidade; literatura; poesia experimental portuguesa; Salette Tavares

Dados da comunicação:

In: VII Jornada Música, Media e Públicos em Portugal – 1974 à atualidade
Data: 22 e 23 de janeiro de 2026
Local: NOVA-FCSH | Formato Híbrido | Campus da Avenida de Berna