Apresentação e remistura do Po-ex.net - Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa


TEXTOESPAÇO-TEXTOCÓDIGO


Salão Brazil | Largo do Poço, nº 3 - 1º andar | 3000-335 Coimbra, Portugal

4 Fevereiro 2017 <> 17h30

Sessão com debate e remistura audiovisual por Rui Torres, Luís Aly e Luís Grifu

localhost/ Sandra Guerreiro Dias


Ver tb > Outras sessões e contexto da intervenção


Imagens da apresentação/intervenção >



ARQUIVO VIVO É ANARQUIVO!

Texto-Código [Combinatória, Interactividade, Literatura Electrónica]


De Géneros da Poesia Experimental > Poesia Digital: Forma de poesia que utiliza as potencialidades do computador como máquina criativa, promovendo desse modo uma simbiose entre o artista e a máquina e assentando na construção de algoritmos de base combinatória, aleatória, multimodal ou interactiva. (Também: Poesia cibernética; Poesia electrónica; Ciberliteratura)


Sendo a poesia experimental caracterizada pelas práticas expressivas que se centram na materialidade significante e nos processos de semiose literária, podemos dizer que a literatura experimental baseada em procedimentos computacionais e informáticos, também designada como literatura electrónica, literatura digital, ou ainda ciberliteratura, envolve, igualmente, um trabalho não-trivial e expressivo que podemos associar à ergodicidade cibertextual.

«Texto Ergódico» é um termo proposto por Espen Aarseth que combina as palavras Ergon (trabalho, obra) e Hodos (percurso, via). Trata-se por isso de configurar uma teoria geral do comportamento textual, ao invés de pensar o cibertexto como uma propriedade exclusiva da informatização. Como explica Aarseth, o cibertexto é uma perspectiva acerca das formas de textualidade. Os textos ergódicos "produzem estruturas verbais, com efeito estético" e são "máquinas de produzir variedade de expressão".

Ora, se a escrita é uma actividade espacial, então a textualidade ergódica é praticada há tanto tempo como a escrita linear. O livro, interface de conhecimento, permite o acesso aleatório, o comentário (marginalia), a escolha: o códice, nesse sentido, é "tão importante como o computador no desenvolvimento da textualidade não-linear" (Aarseth 67).


Pedro Barbosa tem explicado esta transição de um conceito unitário de texto para um paradigma que se caracteriza pelos textos múltiplos e generativos, nos quais existe uma dialéctica entre a virtualidade e a actualidade, entre o código potencial e a sua geração.

Na sua teoria da ciberliteratura, resumida no livro-súmula «A Ciberliteratura. Criação Literária e Computador» (1996), distingue entre computador executivo e computador criativo, configuração que nos ajuda a distinguir entre literatura digitalizada (a que utiliza o computador executivo) e literatura digital, ou ciberliteratura (que utiliza o computador como máquina semiótica).

Trata-se de uma nova noção da obra (de uma nova concepção do Universo, também), que nos obriga a distinguir entre múltiplo e cópia, entre autor e leitor, entre actor e espectador.

Também Manuel Portela explicou que a hiperficção e a hiperpoesia resultam, "não apenas na transposição de géneros e formas textuais conhecidos para o novo meio, mas na produção de géneros e formas especificamente digitais."


A revista «Poesia Experimental», arauto da poesia concreta e visual portuguesa, teve inicialmente como intuito, pelo menos pelo relato de Aragão, a publicação de textos combinatórios e computacionais...

Aragão esteve efectivamente com Balestrini (notícia «A arte como campo de possibilidades», 7-8-1963).

Relato de Pedro Barbosa sobre a obra de Angel Carmona (in «Percursos textuais», p. 125) e sobre Fernando Namora [Diálogo em Setembro].

Herberto Helder, no posfácio de Electronicolírica, apresentou também essas experiências de Balestrini, em 1961, com computadores, dizendo: Balestrini, “escolhendo alguns fragmentos de textos antigos e modernos, forneceu-os a uma calculadora electrónica que, com eles, organizou, segundo certas regras combinatórias previamente estabelecidas, 3002 combinações, depois seleccionadas”.

Também textos como os d’“A Máquina de Emaranhar Paisagens”, onde Helder combina livremente fragmentos dos livros do Génesis e do Apocalipse, mas também fragmentos de François Villon, Dante, Camões e do próprio; ou o Húmus, escrito a partir de “palavras, frases, fragmentos, imagens, [e] metáforas” da obra homónima de Raul Brandão, se inserem no conjunto de textos experimentais que encenam a transformação e a devoração da tradição.

Pedro Barbosa, a partir de 1976, motivado por um curso de Linguística computacional leccionado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto por Óscar Lopes, realizou as primeiras experiências com texto combinatório automático no Laboratório de Cálculo Automático (LACA) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Os trabalhos de Herberto Helder foram expandidos por Pedro Barbosa (1950-) em algumas das experiências iniciais que desenvolveu com poesia generativa.

A combinatória de que deriva a literatura gerada por computador inscreve-se numa tradição que percorre a história da literatura. Em Portugal, ela foi ainda experimentada, de um modo pré-informático, nos trabalhos de E. M. de Melo e Castro (bastaria lembrar o seu ensaio de cariz combinatório, A proposição 2.01, de 1965, ou, em Álea e Vazio, de 1971, a colocação, como hipótese criativa, de um algoritmo literário), de Ana Hatherly (desde as séries do Anagramático, de 1970, até ao mais recente Rilkeana, de 1999) e até de Alberto Pimenta.

  • Textos de E. M. de Melo e Castro originalmente publicados em Álea e Vazio (1971) e retextualizados em XML (2014), usando o Poemário.js (2014).

O programa Sintext, publicado em 1996 no livro electrónico Teoria do Homem Sentado, tornou-se entretanto a ferramenta de trabalho do autor, correspondendo já a uma espécie de migração, ou pelo menos tradução, para a linguagem de programação C++, dos algoritmos feitos em BASIC atrás referidos. Este sintetizador, com melhoramentos em relação às versões anteriormente experimentadas nos programas Permuta e Texal, foi criado em colaboração com o Engenheiro Abílio Cavalheiro.

Mais tarde, na Teoria do Homem Sentado, alguns dos textos trabalhados por Pedro Barbosa foram reprogramados, em MS-DOS. O programa generativo que actualiza estes textos, publicado numa disquete numa versão em MS-DOS, contém um algoritmo de textos variacionais potencialmente infinitos, mas, além de ter sido programado num sistema hoje considerado em desuso, encontra-se ainda fechado em ficheiros binários, tornando-se assim indisponível para o leitor que o pretenda conhecer.

Reconhecendo esta limitação, Barbosa investiu em 2000 na criação de O Motor Textual, com a colaboração do Engenheiro José Manuel Torres, migrando o gerador textual Sintext para uma nova versão, Sintext-W, concebida a pensar nos computadores mais recentes e também na internet. Esta versão foi desenvolvida usando a linguagem de programação Java, a qual se mostra bastante mais maleável e aberta do que as anteriores.

Textos generativos  disponíveis >


As Releituras que temos vindo a fazer mostram (ou pelo menos tentam mostrar) que já se encontravam inscritos na poesia concreta e visual alguns dos aspectos programáticos da literatura informacional.

  • Transparência / Oblivion, de E. M. de Melo e Castro, publicado no 1º número da Revista PO-EX. Versão hipermédia de Rodrigo Melo com concepção de Pedro Reis.
  • Poemas combinatórios programados por Rui Torres com base em poemas de Salette Tavares | Motor textual, animação, a partir de textos de Salette Tavares e léxico de Salette Tavares e Fernando Pessoa | Realizado no âmbito e por convite do Dia da Poesia, Centro Cultural de Belém, Lisboa, 21 de Março de 2010 | Recursos utilizados: Flash/Actionscript | Colaboradores: Rodrigo Melo, Nuno F. Ferreira.
  • Poema Algarismos Alfinete, de Salette Tavares, publicado no 1º caderno da PO-EX, em versão hipermédia de Rui Torres, a partir de código Actionscript de Jared Tarbel. Clique nas palavras para navegar.
  • Motor textual, som, texto animado a partir de Húmus de Herberto Helder (1967) e Húmus de Raul Brandão (1917) | Recursos utilizados: Flash, Actionscript, XML | Colaborações: Programação de Nuno F. Ferreira, Som de Luís Aly & Rui Torres, Voz de Nuno M. Cardoso | Também publicado em CD-ROM (versão melhorada) no livro Herberto Helder Leitor de Raul Brandão (Porto, Ed. UFP, 2010).
  • Mapa do deserto, de E. M. de Melo e Castro, publicado no 1º número da Revista Hidra, aqui em versão hipermédia de Rui Torres, a partir de código Actionscript de Jared Tarbel | Utilize comando de tecla F5 para refrescar página/refresh - desse modo abrirá um diferente mapa do deserto.
  • Versões / releituras da poesia encontrada de António Aragão: 1. Poemas encontrados, de António Aragão, publicado no 1º caderno da PO-EX; 2. Poemas encontrados em versão realizada a partir de código Actionscript de Jared Tarbel; 3. Poemas encontrados em versão realizada a partir de código Actionscript de Jared Tarbel e programação PHP de Nuno F. Ferreira, "alimentado" por notícias de jornais em formato RSS
  • Gerador de Homeóstatos, em homenagem a Jos-Alberto Marques [por Rui Torres e Nuno F. Ferreira]. v. Homeóstatos de J.-A.M.

Literatura electrónica no século XXI. Alguns exemplos, apresentação e análise:

Antero de Alda >

Poesia hipermédia (RT) >

  • Amor de Clarice. Versão hipermédia; versão combinatória. Texto animado, som, video, interactivo | Recursos utilizados: Flash | Colaboradores: Carlos Morgado e Luis Aly (som), Ana Carvalho (vídeo), Nuno M. Cardoso (voz), Texto de Rui Torres a partir de "Amor", de Clarice Lispector | Trabalho publicado na Electronic Literature Collection, Volume 2, DVD-ROM & Web e disponível em CD-ROM editado pelas Edições da UFP.
  • Amor-mundo ou a vida, esse sonho triste. Texto animado, som, poema visual generativo, interactivo | Recursos utilizados: Flash, Actionscript, XML | Colaboradores: Jared Tarbel (programação), Filipe Valpereiro e Nuno F. Ferreira (programação de som), Sérgio Bairon e Luís Aly (som), Nuno M. Cardoso (voz) | Texto de Rui Torres a partir de poemas de Florbela Espanca
  • Do peso e da leveza. Motor textual, com som, a partir de textos e léxico de Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andersen | Realizado no âmbito e por convite das Oficinas do Convento de 2009, Conversas à Volta do Peso e da Leveza, Montemor-o-Novo | Recursos utilizados: Flash/Actionscript | Colaboradores: Nuno F. Ferreira (programação) e Luís Carlos Petry (imagens da v. horizontal)
  • PoemAds. Motor textual, animação, a partir de slogans publicitários | 2012 | Corpus: slogans publicitários de manteigas, cervejas, águas, carros, refrigerantes, bancos, cartões de crédito, champôs, supermercados | Léxico: Outros Slogans publicitários disponíveis em linha | Fontes (tipográficas) utilizadas: The League of Moveable Type's Open Fonts | Recursos utilizados: Flash/Actionscript | Colaboradores: Nuno F. Ferreira | Trabalho publicado na Anthology of European Electronic Literature.
  • Poemas no meio do caminho. Motor textual, com som | Recursos utilizados: Flash/Actionscript | Colaboradores: Nuno F. Ferreira (programação), Luís Aly (texturas sonoras), Nuno M. Cardoso (voz), Luís Carlos Petry (imagens da v. horizontal) | 4t Premi Internacional "Ciutat de Vinaròs" de Literatura Digital | Trabalho também publicado na Electronic Literature Collection, Volume 2, DVD-ROM & Web | Disponível em CD-ROM com livro (Ed. UFP)

Misturando a performance >

  • .txt is an interactive performance work, mediated by several sensorial technologies, that explores contemporary transversal forms of artistic languages. The result is the creation of a unique vocabulary articulated physically, through interactive soundscapes, visual composition and real time choreography; an array of artistic expressions that support the dramaturgic intention. [Multimedia National Prize 2010, Art and Culture).
  • Terra Google. Performance de Manuel Portela, 2009-2012 | Duração: 20:11 min. Ficheiro vídeo [Quicktime / MP4]
  • Miguel Azguime | Título: Itinerário do Sal [Op-ErA, Miso Ensemble] | Editora: Miso Records | Data: 2008 | Colaboradores: Miguel Azguime - performer, composição, concepção e textos; Paula Azguime - desenho de som e electrónica em tempo real, concepção, vídeo e encenação; Andre Bartetzki - programação vídeo e vídeo em tempo real; Perseu Mandillo - filmagem e realização vídeo; Apoios de Instituto das Artes/ Ministério da Cultura, DAAD Berliner Künstlerprogramm & TU-Studio Technische Universität Berlin, Fundação Centro Cultural de Belém.
  • AlletSator. Pedro Barbosa & Luís Carlos Petry | Outros colaboradores: Rogério Cardoso dos Santos, Rui Torres | Publicado como CD-ROM na Revista Cibertextualidades, 2, 2007.


TEXTOESPAÇO


Apresentação de trabalhos dos seguintes Autores: Américo Rodrigues, António Aragão, António Barros, aranhiças & elefantes, E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar, Fernando Nabais, Gabriel Rui Silva, Manuel Portela, Mandrágora, Miguel Azguime, Salette Tavares.

No final, performance de Nuno M Cardoso com intervenção audiovisual de Luís Grifu e Luís Aly.


Imagens da apresentação/intervenção >

[brevemente]


De Géneros da Poesia Experimental >

Instalação e performance > Forma de poesia baseada na acção multidisciplinar ao vivo, alargando desse modo o campo poético à expressividade do corpo e do contexto social e espacial da manifestação. (Também: Perfopoesia; Poesia-performance; Performance poética; Acção poética)

[Materialidades Performativas > Leituras e outras práticas artísticas realizadas ao vivo, com a possibilidade de intervenção do público: registos áudio, fotográficos e vídeo de manifestações e acontecimentos artísticos realizados ao vivo, leituras e peças de teatro, bem como textos preparatórios]


Visopoemas / Concerto e Audição Pictórica - 50 ANOS!

A história da performance art em Portugal cruza-se com o aparecimento das primeiras manifestações da poesia experimental. Celebre-se!

1965 - 2015

50 anos de Poesia experimental em Portugal

«Visopoemas»; «Concerto e Audição Pictórica»; «Suplemento do Jornal do Fundão»

[Recursos, catálogos, transcrições, depoimentos]


Ver tb > Revista Operação 1 & Conferência-objecto


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/nabais-galrito-jurgens-ponto-txt

.txt | performance interactive work

.txt is an interactive performance work, mediated by several sensorial technologies, that explores contemporary transversal forms of artistic languages. The result is the creation of a unique vocabulary articulated physically, through interactive soundscapes, visual composition and real time choreography; an array of artistic expressions that support the dramaturgic intention. [Multimedia National Prize 2010, Art and Culture).

Original Concept: Fernando Nabais | Authorship and Artistic Direction: Fernando Galrito, Fernando Nabais, Stephan Jürgens

.txt interactive digital performance >

This short video excerpt is from the opening night of .txt at the Museu do Oriente integrated in the ExperimentaDesign biennial 2009.


"Este filme e sonoro", aparece no inicio do videopoema "Música Negativa", de Melo e Castro.

Do catalogo da exposição O caminho do leve, de E. M. de Melo e Castro:"Música negativa (1965) nada tem a ver com a valorização musical do silêncio. Tem a ver (porque é para ser vista) com a ausência do som. Começou como uma brincadeira infantil e continuou como metáfora contra a impostura do silêncio e da censura salazarista, em Janeiro de 1965, sendo uma das participações no happening organizado por Jorge Peixinho Concerto e Audição Pictórica na Galeria Divulgação, em Lisboa. Este filme foi realizado por Ana Hatherly em 1977, tendo o autor como performer."

Ler >

E. M. de Melo e Castro, depoimento sobre António Aragão, Revista Cibertextualidades 7, sobre Concerto e Audição Pictórica: "A proposta foi feita pelo músico e compositor Jorge Peixinho que numa posição interdisciplinar, contatou os poetas colaboradores da Poesia Experimental, mas também músicos como Clotilde Rosa (harpista da Orquesta Sinfónica Nacional) e Mário Falcão (multi-instrumentista da Banda da Guarda Nacional Republicana) e também o pintor Manuel Baptista. O evento realizou-se na Galeria Divulgação, no espaço onde estava patente a exposição dos nossos trabalhos experimentais, chamada VISOPOEMAS. António Aragão representou um papel que evidenciou uma outra faceta da sua múltipla personalidade: a transgressão, o humor, a denúncia e o absurdo. O Funerão do Aragal foi um momento de absoluto humor absurdo ... Ao redor de uma mesa que foi trazida já posta, com pratos de comida, sentamo-nos e começamos a comer ruidosamente, mastigando e batendo com os talheres nos pratos... ao lado da mesa foi colocado um caixão de pinho onde o Aragão se deitou. Então todos nos levantamos um a um e despejamos os restos de comida dos pratos por cima do corpo do Aragão. Seguidamente levantamos o caixão e saímos lentamente da cena enquanto se ouviam acordes da marcha fúnebre do costume. O simbolismo era evidente tendo em atenção os mortos das guerras nas colónias de África... Seguiu-se um solo da harpa ... No happenning cada participante tinha uma parte programada e outra improvisada... mas ninguém tinha a certeza do que iria acontecer, pois não conhecíamos o que cada um iria fazer. A minha participação consistia na realização do poema gestual silencioso Música Negativa, na improvisação de Foco e Barulho e na participação em várias ações espontâneas e simultâneas com as dos outros participantes. A Salette Tavares, entusiasmada, atirava rolos de papel higiénico coloridos sobre a assistência enquanto declamava a sua Ode aos Crí...Cri...Cri...Criti cus da nossa terra !!!"

E. M. de Melo e Castro, "Música Negativa" [Filme 16mm p/b, sem som]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/fernando-aguiar-a-essencia-dos-sentidos

Fernando Aguiar, A essência dos sentidos, 2001

Performance: A intervenção viva | Performance: The Live Intervention >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-as-24-pedras

Gabriel Rui Silva | Título: As 24 pedras | Nota: Instalação : intervenção na Olharte Galeria, Lisboa | Data: 26 Junho 1987

Registo vídeo da intervenção [Imagens sem edição nem pós-produção, originalmente registadas em VHS por Sérgio Costa] >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/aranhicas-e-elefantes-afixacao-proibida-seguida-de-abebia

a]fixação proibida seguida de abébia

aranhiças & elefantes

a]fixação proibida seguida de abébia é um trabalho que resulta da residência artística na Associação Cultural Arte à Parte, em Coimbra, entre Abril e Maio de 2011. Este trabalho é composto pela expoemização a]fixação proibida e pela poerformance abébia. A expoemização conta com os seguintes poemas-objecto: 3 manequins em cabide móvel; 2 quadros de construção de poesia interactiva em base de K line 140x70cm; 1 poema-poster; 1 ábaco gerador de poemas em suporte lateral de estendal; 1 saca de serapilheira com poemas-sacola; 10 poemas-quantos-queres dispostos de forma equilibrada pelo espaço disponível. A poerformance foi construída através do exercício de recolocar e refazer os poemas-objecto por meio do trabalho sonoro sobre a linguagem.

Fotos da expoemização a]fixação proibida. Conjunto de PONIs (Poemas-Objecto Não Identificados) construídos a seis patas e com vários materiais, técnicas e tecnologias. Trabalhos expostos na Sala Arte à Parte entre 14 de Maio e 14 de Junho de 2011. Fotos de João Paulo Cruz.

Poerformance abébia. Poerformance (performance de POesia) realizada na Sala Arte à Parte a 20 de Maio de 2011. Registo em vídeo de João Paulo Cruz.

Demasiados erros ortográficos ou gramaticais, Parte 1


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-desinstalacao

Desinstalação: Conversa entre Gutenberg e Marconi numa estação de caminhos de ferro

Gabriel Rui Silva

Registo vídeo da intervenção [Imagens sem edição nem pós-produção, originalmente registadas em VHS por Sérgio Costa] >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-instalacao-romance

Gabriel Rui Silva | Instalação: romance | Local: Oficina de Cultura, Almada | Data: 16 de Maio de 1986


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-big-bang-poesia

Gabriel Rui Silva | Intervenção urbana. Big-Bang, Poesia! [Almada, 1992] | Concepção gráfica de Gabriel Rui Silva e Álvaro Fernandes | Editado com o apoio da Câmara Municipal de Almada | Tabelas elaboradas por A. Ralph ["Almada, 1991"] | Data de publicação: 1993 | Nota: Texto principal datado "Bolonha, 1989"

[Num fim de tarde do ano de 1992...] (pp. 5-24) >

Tabelas para inserção de Big-Bang. Poesia! (pp. 25-27) >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/miguel-azguime-itinerario-do-sal-video

Miguel Azguime | Itinerário do Sal [Op-ErA, Miso Ensemble] | Editora: Miso Records | Data: 2008 | Colaboradores: Miguel Azguime - performer, composição, concepção e textos; Paula Azguime - desenho de som e electrónica em tempo real, concepção, vídeo e encenação; Andre Bartetzki - programação vídeo e vídeo em tempo real; Perseu Mandillo - filmagem e realização vídeo; Apoios de Instituto das Artes/ Ministério da Cultura, DAAD Berliner Künstlerprogramm & TU-Studio Technische Universität Berlin, Fundação Centro Cultural de Belém

2 - A Ausência do Autor [09:08]

5 - O Som Interior [05:52]

7 - À Plusieurs Voix [03:59]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-lembro-me-perfeitamente

Gabriel Rui Silva | Lembro-me perfeitamente de como tudo começou... | In: II Encontro Nacional de Intervenção e Performance, Amadora | Data: 1988 | 10 p.

Registo vídeo da intervenção [Imagens sem edição nem pós-produção, originalmente registadas em VHS] >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/gabriel-rui-silva-orbis-sensualium-scripturae

Gabriel Rui Silva | Orbis sensualium scripturae | Local: Museu de Setúbal, Convento de Jesus | Data: 18 de Dezembro de 1988

Registo vídeo da intervenção [Imagens sem edição nem pós-produção, originalmente registadas em VHS] >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/antonio-barros-manhas-raizes

Manhãs Raízes

António Barros

Manhãs Raízes, 1983 | Círculo de Artes Plásticas de Coimbra


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/mandragora-leonor-verdura

Leonor verdura: interpretação cénica de obras da poesia experimental portuguesa | Actores: Bruno Vilão e Íris Santos | Encenação: M. Almeida e Sousa | Produção: Mandrágora - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte | Imagem (vídeo): Bruno Corte Real | Som: Ricardo Mestre

Mandrágora

Leonorama variação XI - Ana Hatherly [start: 02:54]

Pouca terra - Liberto Cruz (Álvaro Neto) [start: 09:40]

Pêndulo - E. M. de Melo e Castro

Ver & papa - Abílio-José Santos [start: 13:30]

Telegramando - António Aragão [start: 14:07]

O menino ivo - Salette Tavares [start: 16:21]

Velegrama - Álvaro Neto (Liberto Cruz) [start: 20:59]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/americo-rodrigues-performance-maus-habitos

Américo Rodrigues @ Maus Hábitos, Porto | Colóquio "Poesia Experimental. Materialidades e representações digitais", 14 Fevereiro 2013


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/performativas/manuel-portela-terra-google-um-poema-para-voz-e-internet

Performance de Manuel Portela, 2009-2012 | Duração: 20:11 min. Ficheiro vídeo [Quicktime / MP4]


Fernando Aguiar (performance na Galeria dos Prazeres, 2011)

  • Malabarismo [start: 07:02]
  • Os talismãs de Wolf Vostell [start: 08:58]
  • Soneto irado [start: 10:20]
  • Problemática da dificuldade [start: 11:22]
  • Negação do ser e Afirmação do ser" (Da série "Ser ou não ser") [start: 13:10]


De Géneros da Poesia Experimental >

Poesia espacial > Forma de poesia baseada em processos de intersemiose nos quais se invocam e usam de um modo expressivo vários sistemas de signos (visuais, sonoros, verbais, cinéticos, performativos) e de materialidades (tridimensionais, objectuais, mediáticas).

[Materialidades Tridimensionais > Obras tridimensionais, permanentes ou efémeras, apresentadas ou instaladas em galerias de arte, edifícios, parques e outros espaços públicos ou privados: Assemblages, Esculturas, fotografias e registos audiovisuais de Instalações, Livros de Artista e Poemas-objecto]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-amor-te

aMor(te)

António Barros

aMor(te), 1980 • Coimbra • Colecção da Fundação Serralves | Museu de Arte Contemporânea do Funchal


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-ex-patriar

Ex_Patriar

António Barros

Ex_Patriar, 2011 • Coimbra [Obgesto | revisitação do texto PO.EX no contexto da contundente emigração em 2012] • Colecção do Museu da Fundação Bienal de Cerveira


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/abilio-ar-bento

Abílio-José Santos - Objectos poéticos feitos a partir de pacotes de leite, embalagens de queijo e pratos descartáveis, assinados por Abílio e carimbados como Poesia Visual | Colecção da Família de Abílio-José Santos


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-autista

Autista

Autista, 1985 • Coimbra • Colecção da Fundação de Serralves


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-insulae

Insulae

Insulae, 2010-2012 • Coimbra - Funchal [Obgesto | rituais de emancipação]. Na primeira fotografia, Insulae ao fundo e aL(a)ma à direita, em [ a l p h a b e t ] EVENT, com António Dantas, Galeria dos Prazeres, 2012 • Colecção Particular

> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/abilio-manifestos-lixarte-1-e-2

Manifestos Lixarte 1 e 2

Abílio-José Santos


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/salette-tavares-objectos-brincar

Objectos de Salette Tavares. Fotografias da autoria do artista José de Guimarães. Espólio da família de Salette Tavares.

Ourobesouro >

[1965; Cristal e ouro]

Maquinim >

[1963; Mobile em aço inoxidável]

Bailia de Ayras Nunes de Santiago >

[1979; Aço cromado | Obra recentemente recuperada segundo o projecto original | Coleção CAM/Gulbenkian]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-aragao-poema-vermelho-e-branco

Autor: Aragão, António | Título: Poema vermelho e branco | Data: 1971 | Local de publicação: Funchal | Editora: A. Aragão | Formato: [Envelope] | Tamanho: 19 x 19 cm | Número de páginas: 2 f.


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/e-m-de-melo-castro-poemas-cineticos

E. M. de Melo e Castro | Poemas cinéticos | Data: 1966 | Local de publicação: Lisboa | Editora: Galeria 111 | Formato: [Brochura] | Número de páginas: 6 f. | Características da publicação: il.; p&b | Tamanho da publicação: 21 cm | Descrição: Exposição realizada em Junho de 1966 na Galeria 111, Lisboa.


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/fernando-aguiar-rede-de-canalizao

Fernando Aguiar | Rede de canalização: uma intervenção consoante | Data: 1987 | Local de publicação: Almada | Editora: F. Aguiar | Número de páginas: 60 p. | Características da publicação: il.; cor | Tamanho da publicação: 16 cm

Pressuposto ou a atitude >

Ruptura ou o curto-circuito >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-revolucao

Revolução

António Barros

Revolução, 1977 • Coimbra | Museu de Serralves, 1999 | Museo Vostell Malpartida, Espanha


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-silencio

Silêncio

António Barros

Silêncio, 1979-2010 • Malpartida-Coimbra [Obgesto | Semana de Arte Contemporânea de Malpartida, Cáceres, MVM-Museo Vostell Malpartida, Espanha] • Colecção do Autor | Silêncio, 1979-2010 e Vacu_idade, 2009 [Exposição "Obgestos", "Line Up Action", Casa das Caldeiras, Universidade de Coimbra]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/fernando-aguiar-soneto-ecologico

Fernando Aguiar | Soneto Ecológico | 70 árvores s/ terra, 110x36 metros | Data: 2005 | Apoio: Câmara Municial de Matosinhos.

<p><br /><small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="https://maps.google.pt/maps?f=q&amp;source=embed&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=Rua+Seara,+Matosinhos,+portugal&amp;aq=t&amp;sll=37.221852,-18.827505&amp;sspn=10.700227,20.566406&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Rua+Seara,+Matosinhos,+Porto&amp;ll=41.187805,-8.673205&amp;spn=0.001235,0.002511&amp;t=h&amp;z=14">Ver mapa maior</a></small></p>

[Património Natural > As plantações que constituem o soneto ecológico, são constituídas por Pinheiro Manso (Pinus pinea), Amieiro (Alnus glutinosa), Ulmeiro (Ulmus minor), Freixo comum (Fraxinus angustifolia), Cipreste (Cupressus sempervirens), Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica), Carvalho alvarinho (Quercus robur), Bidoeiro (Betula celtiberica), Sobreiro (Quercus suber), Azevinho (Ilex aquifolium) com uma bordadurade Fotínia (Photinia x fraseri)]

Fernando Aguiar: "No dia 20 de Março de 2005, e para concluir um mês de actividades dedicadas ao ambiente e à natureza, foram plantadas em Matosinhos as 70 árvores que constituirão o maior soneto do mundo - o "SONETO ECOLÓGICO". (...) O "SONETO ECOLÓGICO" é um poema sobre a natureza "escrito" com elementos da própria natureza: árvores. Trata-se de uma instalação ambiental constituída por 70 árvores organizadas por 14 filas com 5 árvores cada uma, correspondentes aos 14 versos da estrutura do soneto, distribuídas por duas quadras e os dois tercetos (4+4+3+3). Para que o soneto também tenha rima, as árvores com que começa e termina cada fila alternam, de modo a configurarem a rima tradicional (alternada) do soneto: A, B, A, B (por exemplo, Sobreiro, Carvalho, Sobreiro, Carvalho)."

Esquemas e maquetes >

Apresentação do 'Soneto ecológico' no âmbito da exposição 'EX.PO / PO.EX (1982-2012)' [Casa da Escrita, Coimbra, de 7 a 28 de Junho de 2013] >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/bruno-neiva-the-museum-of-boughs

The museum of boughs (boughs: 1 room)

bruno neiva

Sinopse > “The museum of boughs” é um museu itinerante em construção dedicado aos ramos, onde são exploradas várias disciplinas artísticas. A partir de um elemento natural, os ramos, são construídos ambientes artificiais através de instalações intermedia. O museu começou por apenas ocupar uma sala com uma instalação. Todas as salas que se seguem são extensões da primeira.  “The museum of boughs” é também uma alusão ao poema “In a Station of the Metro” de Ezra Pound e ao “Museu de arte Moderna, Departamento das Águias”, de Marcel Broodthaers. “The museum of boughs (boughs: 1 room)” é uma instalação intermedia composta por três elementos/media dispostos numa sala: o som de um metro em andamento, um cubo pendurado do tecto e alguns ramos quebrados e espalhados pelo chão, colocados por debaixo do cubo. Sobre as faces do cubo estão impressas três fotos a preto-e-branco de ramos submersos, alteradas digitalmente, e três textos cut-up. Como resultado, é estabelecida uma tensão entre objectos, representação gráfica, som e metalinguagem.

Imagens >

Centro Torrente, Ferrol, Espanha, 12/09/2014 - 16/11/2014. Instalação de arte finalista do 23º Prémio Internacional de Gráfica Máximo Ramos.

Vídeo >


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/tridimensionais/antonio-barros-valsamar

Valsamar

António Barros

Valsamar, 2005-2010 • Museu da Água, Coimbra, Festival das Artes, 2010 | Line Up Action, Casa das Caldeiras, Universidade de Coimbra [Foto: João Armando Ribeiro].


Salette Tavares: Poesia Espacial | 17 de outubro 2014 a 25 janeiro 2015 | Galeria de Exposições Temporárias

Imagens disponibilizadas pelo CAM para divulgação da exposição >

  • Peixe, 1949/55 [Jarra de cerâmica; Alt. 45 cm Ø 16,5 cm; “De enorme a rede não prende a luz do dia” Verso do poema "Epitalámio”, do livro Quadrada, Moraes Soares. Col. Guilhermina Tavares Aranda Bento - Fotografia de Paulo Costa]
  • Aranhão, 1978 [Serigrafia sobre papel; Edição  18/100; 70,2 x 61,3 cm; Assinado e datado, canto inferior direito"Salette Tavares 78"; Col. Espólio Salette Tavares - Fotografia de Paulo Costa]
  • Supermarket, 1978 [Acrílico transparente e três ratoeiras de madeira e arame; 27,3 x 18,3 x 9,5 cm; Col. Espólio Salette Tavares - Fotografia de Paulo Costa]
  • Réplica da obra BAILIA, 1979-2014 [Cobre metalizado cromado; Dimensões variáveis; Inv. 14E1754; Col. CAM - Fundação Calouste Gulbenkian - Fotografia de Paulo Costa]

E. M. de Melo e Castro - Vários objectos poéticos, a partir do Catálogo da exposição O caminho do leve, Serralves.

anarquivo/texto-espaco/melocastro

Conteúdos >

  • a transparência multiplica, 1964
  • duplicado / anulado, 1966
  • flor, 1965
  • máquinas leves, 1963-2005; 1967-2005
  • objecta, 1961-68
  • objecto poemático de efeito progressivo, 1962
  • object poematique, 1965
  • penta, 1968
  • poem a / a poem, 1965
  • poemetre, 1968
  • quaseinfinitopoema, 1964
  • sinal e perspectiva, 1964
  • triangle, quadriopen, 1966

> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/planograficas/gabriel-rui-silva-poesia-visual

Gabriel Rui Silva, Homenagem a Bocage


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/planograficas/antonio-dantas-ao-artista-basta-se-lo

António Dantas | Título: Ao artista basta sê-lo | Data: 2014 [Descrição: poema-objecto; selo postal com inscrição "Ao artista basta sê-lo"; fotografia ['selfie'] do autor.]


> http://po-ex.net/taxonomia/materialidades/planograficas/jose-alberto-marques-operacao-1-homeostatos

José-Alberto Marques, Texto matérico [Objecto]; Poemas dispersos reunidos em I'man


CODA 1 :: INTERVENÇÃO - Construir o poema / Destruir o objecto


CODA 2 :: INTERVENÇÃO - Leitura e apresentação da Ária à crítica, de Salette Tavares


César Figueiredo, AS... poems what poems?


César Figueiredo, Meat & vegetables (1993)


César Figueiredo; António Nelos, What music for east timor (10-1999)


 



Colectivo Retroescavadora - Intervenção performativa, com Nuno M Cardoso (voz e acção/manipulação/gesto), Luís Aly (som), Luís Grifu (ambientes, programação de interacções), Rui Torres (roteiro), Nuno Ferreira e Ana Carvalho.


Vídeo da intervenção >


Ligando a performance, que entendemos como forma de poesia baseada na acção multidisciplinar ao vivo, alargando desse modo o campo poético à expressividade do corpo e do contexto social e espacial da manifestação, com a poesia espacial, forma de poesia baseada em processos de intersemiose nos quais se invocam e usam de um modo expressivo vários sistemas de signos (visuais, sonoros, verbais, cinéticos, performativos) e de materialidades (tridimensionais, objectuais, mediáticas), propomos um ecosistema multimodal para performance ao vivo, integrando, no caso do vídeo em cima, poemas experimentais portugueses, mas preparado, agora, para utilizar novos textos. Tivemos para o efeito, em consideração, a exposição colectiva Visopoemas, assim como o Concerto e Audição Pictórica na celebração dos seus 50 ANOS: a história da performance art em Portugal cruza-se com o aparecimento das primeiras manifestações da poesia experimental.


Possível justificação e descrição do acontecimento >

0. Introdução > O aparecimento das grafias técnicas (foto-, fono-, kineto-) torna obsoletos a linha e o verso, motivando a constelação e a colagem. O surgimento do vídeo e do computador , Visualismo e Fluxus entendem a página e a tela como problema, projectando o texto no espaço, no acontecimento, pela intermedialidade. Com os ambientes imersivos de simulação, a Arte Digital entende o écrã, a colagem (naturalizada) e a convergência (remistura simples) como constrangimento, propondo a remistura profunda dos meios. Nascemos para um novo ambiente de conhecimento. Gatinhando, à procura de um novo palavrar, de um novo povo liberto.  Material base da intervenção baseado no mesmo léxico minimal repetitivo usado pelos pioneiros que convocamos:  Abílio-José Santos, António Aragão, António Barros, António Nelos, Antero de Alda, César Figueiredo, E. M. de Melo e Castro, Silvestre Pestana.

1. SOPRO VOZ > Porquê: Oralidade. Matéria disforme. O Vago. Aprender. Do pó cósmico: a palavra dita como matéria acústica, a palavra escrita como imagem. Como: < PURE DATA > Material sonoro (letras): v, p, o, a, p, n. Voz ao vivo. Preparação do "tapete" sonoro. Sopros/vozes geram partículas visuais e sons. Microorganismos que se relacionam no espaço-tempo. Performer manipula aspectos sonoros resultando numa alteração de comportamento dos organismos gráficos que ajudam a construir o ambiente sonoro. O quê: fonemas de ave, vôo, ovo, povo, novo (Abílio-José Santos, António Aragão, António Barros, Silvestre Pestana)

2. VOZ ESCRITA IMAGEM > Porquê: Do fonema à palavra. Escrita. Construção da representação gráfica. A ameaça do texto. Destruir o objecto para construir o poema. Lavrar a nova palavra. Como: < UNITY > Palavas a criar com letras (gestos). Manipular texto e imagem-texto. O quê: 1. ovo ave voo voa (Abílio-José Santos); 2. revolução, evolução, s - resolução, solução, e - revelação (Abílio-José Santos, António Barros); 3. Painéis 3D; superfícies com electrografias (António Nelos, César Figueiredo e António Aragão).

3. INTERLÚDIO - UM GUARDA-CHUVA! > Porquê: A ameaça do texto. Como: < UNITY > Manipulção (gestos) de guarda-chuva onde caem letras, associadas a acontecimentos sonoros: d, i, t, a, o, r, m, n, e, u. Voz: pré-gravada. O quê: Poema do guarda-chuva (M. Almeida e Sousa, Antero de Alda); Fonemas das palavras: ditador, dita, dor, ordem, ordenador, ordena, dor, ordem, ditadura  (Abílio-José Santos, António Barros)

3. ESCRITA TEXTO > Porquê: Da palavra ao texto. Elegias minimais repetitivas. Destruir o objecto para construir o poema. Como: < EMOTION > Gestos manipulam blocos de texto repetitivo. Manipulação/destruição do texto apresentado em colunas, dispersas e cruzadas no espaço 3D. O quê: 1. ditador, dita, dor, ordem, ordenador, ordena, dor, ordem, ditadura (Abílio-José Santos, António Barros); 2. pobreza, pobre reza (António Barros); 3. lavra, lavra, palavra (António Barros); 4. povo ovo novo ave voa dor (Abílio-José Santos, António Aragão, António Barros, Silvestre Pestana); 5. outras terras outras gentes (E. M. de Melo e Castro)

4. TEXTO ESCRITO: O TEXTO VOLTA > Porquê: O corpo formado: o corpo como suporte. Motivação: invocar, desobedecer. O texto revolta. Como: Webcam/Quartz. Manipulação de imagens de letras e poemas revelando-as como entidade tridimensionais. Possível participação do público. O quê: Trabalho-Liberdade (Abílio-José Santos); Lástima (António Barros); Vulcânico PaLavrador (António Barros).


Poster «Common Spaces: Multimodal Digital Ecosystem for Live Performance» apresentado a 28 MAIO 2015 na 1st Joint Conference and Exhibition. Fostering Science & Innovation Ecosystems: Portugal-USA. Palácio Foz, Lisboa, Portugal, por Luís Leite, Rui Torres e Luís Aly.


Textos usados como húmus para desenvolvimento de letras e palavras 3D a distribuir pelo ambiente de interacção >


António Barros, Revolução

resolução

revolução
revelação
evolução
solução


Abílio-José Santos, Inéditos concretos; Lidança; Trabalho/liberdade

dita

dor
dita

ordem
ordenador

ordena 

dor
ordem

na

dor
ditador

ave

vôo

ovo

voa


trabalho

liberdade


António Barros, Lástima

pobreza
pobre
reza

lavra
palavra
lava

ditadura
dura
dita
dia

sem

voz

os

avós
vós
zoo

povo
voa
voador
povoador
voo


E. M. de Melo e Castro, Ideogramas (cf. Américo Rodrigues, Visão Visual Vocal)


outras

terras

outras

gentes

mesmas


Silvestre Pestana, Computer poetry

Povo

ovo

novo

no


António Aragão, Metanemas

[Nota: Usar nas faces de Cubos interactivos?]


Antero de Alda, Poema do guarda-chuva aberto


António Nelos, Liberté, egalité, fraternité


César Figueiredo, Esferas; Explosion poem; From the Office; A Dry Story