Apresentação e remistura do Po-ex.net - Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa


TEXTOSOM


Salão Brazil | Largo do Poço, nº 3 - 1º andar | 3000-335 Coimbra, Portugal

7 Janeiro 2016 <> 17h30

Sessão com debate e remistura audiovisual por Rui Torres e Luís Aly

localhost/ Nuno Miguel Neves


Ver tb > Outras sessões e contexto da intervenção


Imagens da apresentação/intervenção >

[Fotografias cortesia de Sandra Guerreiro Dias]


[Fotografias cortesia de Gilberto Pereira]

 


Intro(duction)

Sessão sobre processos sonoros e poesia sonora apresenta em dezoito (18) fragmentos distintos, com autonomia, não devendo seguir-se uma ordem, seguindo antes uma sequência aleatória, gerada pelo FortunAly, programado pelo Nuno F. Ferreira para a Retroescavadora.

As 18 Secções têm a mesma estrutura:

  1. Som-Texto (Poema sonoro)
  2. Texto-Som (Leitura) // Ou então, como ler? (Leitura ao Vivo)
  3. Processo/manipulação (Kyma)

Considerações prévias >

Na taxonomia do po-ex.net, poesia sonora é: "Forma de poesia baseada na expressividade dos aspectos fonéticos da linguagem e dos processos vocais de emissão de som, alargando desse modo o conceito de poema ao de composição musical, normalmente associada a manifestações performativas e acções ao vivo, podendo no entanto ser formalizada quer pelo registo áudio, quer pela representação visual da partitura. (Também: Poesia fonética)" (Torres e Portela).


Melo e Castro propõe uma tipologia das poesia experimentais em "A proposição 2.01" (1965), onde se incluem: Poesia Auditiva - Experiências com a voz humana tratada ou não com o magnetofone. Poesia rítmica ou poesia melódica com palavras, sílabas ou sons puros. Algumas experiências dadaístas e letristas. Composição direta na trilha sonora. Poesia Respiratória – Experiência de Pierre Garnier com o sopro humano. Poesia Sinestésica – Desenvolvimento das sinestesias. Produtos híbridos dos tipos de poesia já referidos.

Em PO.EX (Hatherly; Castro, 1981: 115-116) inclui novas tipologias e exemplos, reformulando para: Poesia auditiva ou fonética: Experiências com a voz humana tratada ou não com o magnetofone. Palavras, sílabas, sons puros, ritmos, sobreposições. Desde o dadaísmo. Raoul Hausmann, Kurt Schwiters; Petrônio; Bernard Heidsieck; Henri Chopin; François Dufrêne. Poesia respiratória – Experiências de Henri Chopin (A Energia do Sono) e de Pierre Garnier com o sopro humano (Poesia Fonética).


E "[o] que é a poesia sonora? Poesia cantada? Poesia lida? Poesia musicada? (...) propostas de autonomização estética dos aspectos sonoros da linguagem poética. (...) A poesia sonora é "um mito brilhante e mudo". Brilhante porque reflecte “com precisão e radicalidade” aquilo que centraliza as múltiplas tendências das poéticas experimentais, tais como a elaboração fonética, vocal, acústica e electroacústica. Na sua própria amplitude, porém, diz Menezes, torna-se “um nome de significação esvanecida, quase mudo”. (...) O que caracteriza o poema sonoro não é a sua simples audibilidade, mas a sua própria existência acústica. O som das palavras é para a poesia sonora um problema, não uma solução. O poema sonoro opõe-se, por isso, à oralidade padronizada do mundo contemporâneo. É uma poesia para abrir os ouvidos, tal como a poesia concreta quis ser uma poesia para abrir os olhos." (Rui Torres, de "Porta-Voz [Recensão Crítica]")


Textos sobre Poesia Sonora no po-ex.net:

Leituras da Poesia Experimental Portuguesa disponíveis no po-ex.net:


Imagens registando o acesso ao ARQUIVOVIVOÉANARQUIVO#2 após activação de script botabaixo.js programado por Nuno Ferreira


E que role a RoletAly (FortunAtely)!