Apresentação e remistura do Po-ex.net - Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa


TEXTOIMAGEM-TEXTOTEXTO


Salão Brazil | Largo do Poço, nº 3 - 1º andar | 3000-335 Coimbra, Portugal

10 Dezembro 2016 <> 17h30

Sessão com debate e remistura audiovisual por Rui Torres e Ana Carvalho

localhost/ Bruno Ministro


Ver tb > Outras sessões e contexto da intervenção


Texto-Imagem [Labirintos, Anagramas, Poesia Visual, Electrografia] + Texto-Texto [Espacialização, Constelação, Poesia Concreta]


Imagens da apresentação/intervenção >

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[Fotografias cortesia de Sandra Guerreiro Dias]


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[Fotografias cortesia de João Duarte (FStop)]


Imagens registando o acesso ao ARQUIVOVIVOÉANARQUIVO#1 após activação de script botabaixo.js programado por Nuno Ferreira

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Introdução (ou, Pó é o quê?)

PO.EX - POesia EXperimental - Termo proposto por E. M. de Melo e Castro para enquadrar as actividades de autores portugueses ligados à poesia visual, sonora e concreta dos anos 1960 a 1980.

Cronologia da PO.EX (por E. M. de Melo e Castro); seguida de sumários das principais revistas e exposições > Cronologia/timeline da PO.EX (po-ex.net)


Experimentalismo literário: mais do que um período literário específico, apresenta-se, ao longo da história da literatura, de um modo cíclico.

Práticas expressivas que se centram na materialidade significante e nos processos de semiose literária.

História por fazer. Ana Hatherly: uma “causa ingrata” (1985: 15). Os poetas, principalmente entre 1960 e 1990, acabam por assumir a função de persistente activismo e disseminação.

CD-ROM da PO.EX com Revistas da Poesia Experimental > http://po-ex.net/evaluation


Poesia experimental: actualidade, pertinência. Muitas das operações que a máquina literária digital apresenta, encontravam-se em práticas poéticas precedentes. Colagens, espacialização visual dos significantes, escrita automática, procedimentos de permutação (Reis, 2009; Drucker, 2005).

PO.EX: “um acto de rebeldia contra um status quo… [e] um questionar profundo da razão de ser do acto criador e dos moldes em que ele vinha sendo praticado” (Hatherly, 1985: 15).

Ainda Hatherly, sintetizando: “a acção dos seus divulgadores contribuiu para uma atitude de reavaliação e renovação do texto literário, quer do ponto de vista da produção quer do ponto de vista da análise crítica” (1985: 15).

Poeprática: “[h]ouve uma POEPRÁTICA.... (...) textos / objectos / intervenções possuíam, eles mesmos, uma componente teórica implícita" (José-Alberto Marques, in Poemografias 1985: 89). Uma poeprática de “poetas-teorizadores” (Hatherly, 1981: 146).

Superação dos limites da teorização dos géneros. “Atitude transgressora face a convenções dominantes e gramáticas específicas” (Reis, 2005: online).

O texto como problema: E. M. de Melo e Castro, A revolta do texto [in As palavras só-lidas. Lisboa: Livros Horizontes, 1980].


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Leitura de Américo Rodrigues:


Cruzando a teorização de Arnaldo Saraiva para o estudo das literaturas marginais (1980) com a PO.EX...

A poesia experimental (concreta, visual, sonora ou cibernética), rompendo com “a literatura dominante, oficial, consagrada, académica e mesmo clássica” (Saraiva, 1980: 5), não peca por “menos estruturação, menos elaboração estética, menos conceptualização, ou menos ambição cultural” (1980: 5).

A PO.EX é marginal e marginalizada por razões de “ideologia literária” e de “economia do mercado editorial” (Saraiva, 1980: 6).

O experimentalismo promove “o desrespeito das leis clássicas, [propondo] a novidade nas técnicas ou nos motivos, a contaminação dos géneros, (...) a complicação estrutural” (Saraiva, 1980: 6).

O marketing literário não o legitima, pois não o consegue compartimentar nos formatos convencionados pelo mercado.

A poesia experimental é publicada em folhetos, catálogos, registos de acontecimentos, graffitis, fotocópias, objectos, jardins. Ver:


:: poetas paulistas :: deu-se por encerrado, a partir dos anos 1950, “o ciclo histórico do verso enquanto unidade rítmico-formal” (Campos, Pignatari e Campos, 1965: 154).

A “renovação da comunicação literária” e a consequente “desmontagem do discurso do poder instituído” (Reis, 2005: online).

E. M. de Melo e Castro, em A Proposição 2.01--Poesia Experimental (pp. 35-36), considera serem oito os modos de produção experimental: Visual, Auditiva, Táctil, Respiratória, Linguística, Conceptual e matemática, Sinestésica, Espacial. Ver Géneros.


A PO.EX opõe-se ao sentimentalismo e ao discursivismo da poesia tradicional em geral; a PO.EX rejeita a rigidez da métrica e da rima; etc. (Melo e Castro & Hatherly, 1981: 26-27).

A PO.EX também se demarca, por outro lado, de outros movimentos de base concretista, ao aliar-se, por exemplo, às experiências com os computadores e com a poesia combinatória, à performance e ao happening, entre outros.

Demarcação teórica da PO.EX; seguida de 4 esquemas teóricos >

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O poeta volta-se para a materialidade sígnica: compreende que a escrita é um desenho de letras e de símbolos.

A escrita é um sistema de notação que põe em crise a própria linguagem.

Subvertendo a escrita e as suas estruturas lógicas e psicológicas, contribuem para a desagregação das estruturas ideológicas de uma sociedade marcada pela revolução industrial e electrónica, pela teoria da informação e da cibernética, trabalhando a palavra como material de composição verbal, sonoro e visual.


Exemplos do Corpus do po-ex.net >


Labirintos e Anagramas


Estabelecimento de uma tradição de poesia inovadora (ou de inovação) que permitisse identificar certas coordenadas históricas da visualidade: a procura do visual e do figurativo na história da literatura.

Objectivo: recuperar textos que não eram considerados literários pela crítica oficial, considerada conservadora por estes poetas.

A identificação desta tradição visual cria um certo sentido de continuidade das vanguardas.


Ana Hatherly, em A experiência do prodígio (1983), recolhe textos que contrariam a tendência de alguns historiadores para localizar o aparecimento da poesia visual no início do século XX, com as parole in libertà dos futuristas ou os poemas-colagem dos dadaístas.

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Essa Antologia de textos visuais dos séculos XVII e XVIII inclui obras disponíveis na Biblioteca Nacional da Ajuda, Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora, Biblioteca Nacional de Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo e Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra: Labirintos de Letras, Labirintos Cúbicos, Labirintos de versos, Acrósticos, Anagramas, Cronogramas, Emblemas, Empresas, Enigmas, Escrita Ropálica, Texto-Amuleto, Ecos, Centão, Lipogramas, Versos de Cabo Roto.

Uma cronologia com "séculos de experiência de textos-imagens (...) além de todos os outros textos e objectos poemáticos identificáveis como tal." (1981: 141)

Antecedentes da Poesia Visual: idealizações e realizações remotas; pioneiros e precursores; antecedentes estéticos e materiais da poesia experimental. Incluem-se nesta categoria os textos visuais dos séculos XVII e XVIII - Labirintos, Acrósticos, Anagramas e Cronogramas; mas também alguns textos do futurismo e dadaísmo que tendiam para a visualidade.

+ Antologia de textos visuais dos séculos XVII e XVIII, org. Ana Hatherly


Além deste levantamento histórico, também a recuperação de uma tradição se constitui como uma releitura.

Inscreve-se numa “culturmorfologia” em que passado e presente se ligam, como explica Haroldo de Campos (1965: 24).

Reavaliar a tradição: “se para uns a tradição existe e deve ser imitada, para outros, se existe é para ser reinventada” (Hatherly, 1985: 17).


Livro III - Leonorana (1965-70), Trinta e uma variações temáticas sobre o mote de um vilancete de Luís de Camões >

+ em Anagramático, Ana Hatherly.


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Leitura de Nuno M Cardoso:


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Leitura de Américo Rodrigues:


Poesia Visual


Um dos primeiros sinais que a poesia visual comunica é a disposição gráfica dos significantes na página.

A espacialidade na organização do poema - a que Eugen Gomringer chamou de “constelação” - integra-se nas poéticas concretistas de rarefação da palavra.


Poesia Visual - Forma de poesia baseada na dissolução das fronteiras entre géneros literários e visuais, passando o poema a ser uma entidade híbrida e intermédia, desse modo superando a exclusividade da linguagem verbal e dos elementos tipográficos, e promovendo a sua articulação com elementos visuais e plásticos. Exemplos:


Electrografia!


A poesia de inovação procura empregar todas as técnicas ao seu alcance para aumentar os níveis de informação e diminuir a redundância.

O leitor é forçado a procurar, no intrincado do texto, os limites da significação.

Contrapondo a sua voz aos meios de comunicação de massa, a ênfase da poesia experimental é colocada nas estruturas criativas e complexas, distinguindo assim o artístico do ritual, o novo do banal.


Para António Aragão, a tecnologia e a máquina devem ser usadas como campo para testar os limites do conhecimento e da criatividade: "it is appropriate to question when the total use of the freedom of expression will emerge through all the means that current technology makes possible. (...) Let us say here that this has nothing to do with admiring the new machines, but with using current technology to create" (Aragão, 1990: 80).

As electrografias de A. Aragão, A. Dantas, A. Nelos e César Figueiredo, entre outros, inscritas no âmbito internacional da copy-art, apresentam conjuntos de situações narrativas que são sujeitos a progressivas deformações e alterações.

A manipulação do texto e da imagem, com recurso à fotocopiadora, atribui um sentido estético à textura e à superfície de inscrição.

Através de processos de deformação obtidos pelo movimento da folha no contacto com a superfície de digitalização da fotocopiadora, faz acompanhar a manipulação visual das imagens com a progressão narrativa do texto que as acompanha.

Assim, a componente verbal é sujeita a um progressivo processo de distorção, de forma que acaba sendo o próprio discurso do poder que se revela em toda a sua prepotência.

Não é apenas o dispositivo maquínico que é apropriado para fins criativos, mas o próprio formato estandardizado do modelo textual da comunicação de massas que é vertido em grelha visual de uma comunicação poética.

Esta apropriação dos modelos da comunicação (telegramas, cartas comericias, etc), através da supressão e alteração de certos elementos constituintes dos respectivos formulários, bem como pelo preenchimento dos campos com recurso a uma linguagem simultaneamente lírica e irónica, provoca efeitos de estranhamento no leitor e, dessa forma, rompe com a fronteira frágil entre arte e vida, real e ficção.


De Aragão: Câma Minicipal do unhal - MÁGUAS - AVISO | posto de Cá ais | Câma Minicipal do unhal - Ao VISO | istória dos soldadinhos [In P(R)O(BL)EMAS VISÍVEIS (ao longo do livro)], in Mais exactamente p(r)o(bl)emas (1968)


Velegrama :: Álvaro Neto, Antologia da Poesia Concreta em Portugal (1973). Leitura por Américo Rodrigues (Guarda, 2011-04-30, 1:33).

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António Aragão, Telegramando [Suplemento do Jornal do Fundão. Org. E. M. de Melo e Castro. Fundão, 1966].


Exemplos do corpus:


E agora: Da poesia visual à poesia concreta, ou ao contrário?

Da espacialização ao concretismo

Poesia Concreta - Forma de poesia baseada na espacialização e organização constelar dos significantes, desse modo promovendo a superação do verso como unidade rítmico-formal e a sua substituição por homologias e relações icónicas entre escrita, som, imagem e sentido.

De acordo com Alfredo Bosi (adaptação nossa), a poesia concreta activa e mistura vários níveis:

  • nível semântico: ideograma, apelo à comunicação não-verbal, comunicação polissémica, absurdo.
  • nível sintáctico: atomização, justaposição, redistribuição dos elementos, sintaxe espacial e icónica.
  • nível lexical: substantivos, neologismos, termos pluri-linguísticos.
  • nível morfológico: desintegração do sintagma, separação de prefixo e sufixo, desconstrução ao nível dos morfemas.
  • nível fonético: figuras de repetição (aliteração, rimas internas), jogos sonoros.
  • nível tipográfico: abolição do verso, não-linearidade, uso construtivo de espaço em branco, ausência de sinais de pontuação, constelações e sintaxe gráfica.
  • nível verbal: atomização do material linguístico, apagamento da estrutura narrativa implícita na linguagem.

Obras normalmente inscritas numa materialidade planográfica (obras bidimensionais apresentadas em superfícies planas). Técnicas de inscrição comuns: Caligrafias, Colagens, Desenhos, Pinturas; Dactilografias, Electrografias, Gravuras, Impressões Digitais, Letraset, Serigrafias, Stencils, Tipografias.


Um dos primeiros sinais que a poesia concreta comunica é a disposição gráfica dos significantes na página.

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Lidança, Abílio José Santos

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In > O dedo, Fernando Aguiar


A espacialidade na organização do poema - a que Eugen Gomringer chamou de “constelação” - integra-se nas poéticas concretistas de rarefação da palavra. A utilização do espaço em branco - a periodicidade - em substituição da pontuação. Esta configuração do espaço gráfico permite relações significativas inusitadas. Concentração e redução - "linguagem reduzida" (Gomringer).

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In > michelin, un poisson | Samples, bruno neiva


Procedimentos de aglutinação e justaposição, rarefação semiótica: legibilidade e ilegibilidade, redundância e informação.

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In > Homeóstatos, José-Alberto Marques

Leitura de Nuno M. Cardoso:

Homenagem do Arquivo da PO.EX


Consciência teórica, auto-reflexividade e po(é)(lí)tica.

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In > Gramática histórica, Álvaro Neto

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In > A reinvenção da leitura, Ana Hatherly

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In > Anagramático, Ana Hatherly


O LIXO! (apud Bruno)


Salette Tavares, «O lixo», in: Obra Poética 1957-1971, 1991, p. 435-438. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Originalmente publicado in: Lex Icon. Lisboa: Moraes Editora, 1971.

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7:05

 


Abílio-José Santos, em 1984, num depoimento sobre Arte Postal, que Abílio “pratica” a nível internacional a partir de 1981: “Artisticamente, desde a década de 50 (...) que recuso os chamados materiais nobres. Em vez deles utilizo normalmente o lixo da sociedade de consumo e sucata... Tudo me serve para motivar, incorporar e/ou construir trabalhos de Desenho, Pintura, Gravura, Escultura e principalmente Colagem.” (Abílio, pp. 1-2)

o seu objetivo, refere, é atingir: uma “redenção do lixo” e a “subversão da arte”; a esses dois vetores acrescenta o objetivo de alcançar o que chama “realismo máximo!” – “quando entra em certos trabalhos meus um sapato velho, roto e enlameado, não o represento pela imagem desenhada, pintada, gravada, esculpida, fotografa ou impressa! - apresento-o.” (Abílio, pp. 2)

Manifestos “Lixarte” I e II (criados em 1985, assinatura de 1987)

proposta de intervenção pela “reciclagem”, pela repescagem e reaproveitamento do lixo, sumariada no lema “a arte como lixo / o lixo como arte”

um desvio dos materiais que promove a emergência de discursos outros (em ruptura com os discursos “dominantes” e hegemónicos, representados pela “máfia estabelecida”: críticos, júris, galerias, museus/mausoléus, artistas amestrados, mecenas, entre outros)

uma alternativa de transformação artística e, portanto, social; assente na ideia de que “está tudo no lixo”, isto é, a obra já lá está, só é preciso encontrá-la — o que, contudo, não encerra uma ideia de sacralização do artista, antes pelo contrário: em Abílio o trabalho é a força motriz na construção da obra (gesto)

Manifestos Lixarte

Ar bento > exemplo de apropriação de materiais para a criação de objetos poéticos a partir de lixo

"O futuro defunto que se parece comigo", panfleto fotocopiado, 1983.

“o que desenho escrevo / gravo corto e colo / pode amanhã não valer nada / mas as embalagens / também não”


Outras referências breves:

Apropriação e reformulação de discursos. Apropriação dos modelos da comunicação (telegramas, cartas comericias, etc), através da supressão e alteração de certos elementos constituintes dos respectivos formulários. Humor.


In > Electrografias e outros trabalhos dispersos, António Dantas

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In > Electrografias, António Aragão

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In > Cartas comerciais tipo, César Figueiredo


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In > Os bancos: antes da nacionalização, António Aragão


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In > Cras! Bang! Boom! Clang!, Manuel Portela


Ana Hatherly (1977), “Descolagens da cidade” [apropriação material de cartazes políticos, em pleno PREC]


António Barros, vv. obgestos.

Apropriação de objetos do quotidiano, sua ressemantização em novos contextos na esfera de uma arte social e sociológica.

Obgesto. Progesto. Poelítica.

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In > Lástima, António Barros

A fragmentação discursiva recorre à repetição exaustiva de termos, com variações mínimas, introduzindo transformações progressivas no reportório apresentado.

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In > Escravos, António Barros

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In > Revolução, António Barros


Bruno Neiva, vv. trabalhos conceptuais ou pós-conceptuais [apropriação material de palavras, discursos, fragmentos textuais, imagens e objetos]


Antero de Alda (inícios década 2010-), “Poemas intermináveis. Videografias do lixo pós-moderno” [apropriação de imagens, GIFs e vídeos de várias fontes]

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