César Figueiredo (1954-) é natural do Porto.


Na sua obra, tem explorado as potencialidades da tecnologia electrográfica. Os seus textos visuais caracterizam-se pela sobreposição de diferentes texturas gráficas, jogando na fronteira entre a sugestão de padrões visuais e textuais perceptíveis e a dessemantização da linguagem escrita e da linguagem gráfica. A figuração da ilegibilidade é feita através da fragmentação e sobreposição de partes de diferentes textos, como se os diversos tipos de mensagem gráfica do livro e do jornal se aglutinassem aleatoriamente. Em alguns dos seus trabalhos o grão da própria trama gráfica torna-se a unidade mínima significante.


Obras principais > Participou em diversas mostras de poesia visual, entre as quais: Outras Escritas: Novos Suportes (Setúbal, 1988) e Concreta. Experimental. Visual. Poesia Portuguesa 1959-1989 (Bolonha e Paris, 1990). Organizou, entre outras, a 1ª Exposição Internacional de Arte Postal de Matosinhos (com Abílio-José Santos, 1992) e a exposição de electrografias Copy Porto (Porto, 1992).  Representado nos números dedicados à poesia portuguesa das revistas experimentelle texte, nº 22 (Siegen, 1990), Visuelle Poesie aus Portugal e Bollettario nº 4 (Modena, 1991). Colaborou em diversas revistas europeias e americanas. Publicou trabalhos em colaboração com vários outros poetas: Circular things/Coisas circulares (caixa colectiva de textos visuais, 1992) e Basta juntar água (1993), ambos com Abílio-José Santos. E ainda: Código do silêncio (1988), Two voices two glances (com Guillermo Deisler, 1993), Nineteen toys: 10 spielzeuge vs. 9 brinquedos (com Ottfried Zielke, 1994), Mais ou menos mehr oder weniger (com Karla Sachse, 1994), Cai o Carmo e a Trindade (com António Nelos, 1996). É autor do livro 24 cartas comerciais tipo (Edições Mortas, 1998).