Comunicação apresentada por Bruno Ministro em "Invisible Republic: Music, Lettrism, Avant-Gardes. International Conference on Music, Avant-Gardes and Counterculture", Universidade de Lisboa, 26 de Outubro de 2017. + info @ https://invisiblerepublic.info/


Resumo > A estética do ruído visual de César Figueiredo é liminarmente marcada pela exploração da relação material entre signo verbal e visual, perseguindo a libertação da carga semântica da palavra iniciada por dadaístas e letristas. Fá-lo, nomeadamente, através dos processos de remix, sampling e mashup que marcam um alargado conjunto dos seus trabalhos impressos e objectuais. A obra experimental de Figueiredo está sujeita a uma dupla condição de marginalidade e invisibilidade. Primeiro, porque opera uma desestabilização dos modelos de publicação artística e literária, com a produção de um conjunto de artefactos que deliberadamente colocam as suas obras fora dos mercados de produção, circulação e consumo da arte. Em segundo lugar, porque a opção de descentralizar a circulação da sua produção artística – nomeadamente através da rede de mail art – implica, não só situar-se transgressoramente fora do mencionado circuito, como também ensaiar, pela praxis, uma crítica desse mesmo circuito e dos seus protocolos.


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