Natural da Maia, Abílio-José Santos (1926-1992) foi poeta e desenhador e projectista. Frequentou o curso de Máquinas e Electrotecnia do Instituto Industrial do Porto.


As publicações e as exposições de Abílio-José Santos articulam uma forte componente plástica com variadas técnicas de impressão. A utilização de diferentes materiais nos seus trabalhos atribui à materialidade da escrita novas expressividades. O seu trabalho na área da poesia visual e da mail art é tão pioneiro quanto radical. Estando representado nas principais Antologias, a sua poesia está pouco publicada. Autor de manifestos e textos panfletários.


Obras principais > O voo do morcego (1962), Lidança (linóleos de Maria Augusta, 1968), Carta a Vinícius (1969), Carta ao crítico d'arte Rui Mário Gonçalves... a propósito do primeiro cinquentenário da morte do Pintor Amadeo de Souza-Cardoso (Porto, Livraria Escolar Infante, 1969), Despertador (Maia, Gráfica Miradouro, 1974), Dia de pica boi (Maia, Gráfica Miradouro, 1974), (COLAGE)MANifesto vermelho (1976), Poéticas visuais (1985), Trabalho/liberdade (1987), Manifestos LIXARTE (Maia, 1987), Corporis christi (1991), T'arrenego (1991), O futuro defunto que se parece comigo (1991), Interrogações (1991), Gente da poesis (1991), Poemas para Montagem: O Equilibrista (1991), Reagan: Aí está o "Tio Sam"! (1991), Diálogos Imprevistos (1991), Tríptico Tripeiro, V(l)er.