[A propósito das artitudes de António Barros]


O silêncio acorre a Sísifo. No momento em que o rochedo recomeça a resvalar pela montanha abaixo, ele "sabe" que é mais forte do que ele. Porque já "compreendeu" tudo. Pela consciência que tem do seu tormento ele já é mais do que o seu tormento. Ele olha em redor e a luz da consciência manifesta-se no momento em que tudo oscila entre silêncio e luz na paisagem. Ele não volta apenas e mais uma vez e outra vez a empurrar o rochedo montanha acima. Ele é o que observa tudo.


[Coimbra, 2001]


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