Descrição > Autor: Fernando Aguiar | Título: Soneto Ecológico | 70 árvores s/ terra, 110x36 metros | Data: 2005 | Apoio: Câmara Municial de Matosinhos.


Descrição do sítio web da Câmara Municipal de Matosinhos [http://web2.cm-matosinhos.pt/sgam/] - O parque do Soneto Ecológico situa-se em Matosinhos, a sul de um conjunto de blocos habitacionais na rua da Seara. Entre a Av. da República e a A28, ocupa uma pequena porção de um vale aberto que conduz ao centro da cidade de Matosinhos. O Soneto Ecológico é um espaço verde elaborado pelo artista plástico Fernando Aguiar. Este foi pensado como um soneto escrito, constituído por 70 árvores tradicionais portuguesas, distribuídas por 14 filas com 5 árvores cada. A estrutura é igual a um soneto, representadas por duas quadras e dois tercetos, onde as rimas são efetuadas por árvores da mesma espécie. Este espaço de marcada ortogonalidade desenvolve-se numa série de pequenos taludes e patamares, com caminhos limítrofes que geram 4 espaços interiores, constituindo um espaço de lazer que alia a literatura, arte e ambiente, um soneto vivo.


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[Património Natural > As plantações que constituem o soneto ecológico, são constituídas por Pinheiro Manso (Pinus pinea), Amieiro (Alnus glutinosa), Ulmeiro (Ulmus minor), Freixo comum (Fraxinus angustifolia), Cipreste (Cupressus sempervirens), Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica), Carvalho alvarinho (Quercus robur), Bidoeiro (Betula celtiberica), Sobreiro (Quercus suber), Azevinho (Ilex aquifolium) com uma bordadurade Fotínia (Photinia x fraseri)]


Descrição do autor ["SONETO ECOLÓGICO / UMA OBRA DE ARTE VEGETAL", publicado em 15-04-2005 no TriploV]

No dia 20 de Março de 2005, e para concluir um mês de actividades dedicadas ao ambiente e à natureza, foram plantadas em Matosinhos as 70 árvores que constituirão o maior soneto do mundo - o "SONETO ECOLÓGICO".

Concebido por Fernando Aguiar, o "SONETO ECOLÓGICO" é um poema sobre a natureza "escrito" com elementos da própria natureza: árvores. Trata-se de uma instalação ambiental constituída por 70 árvores organizadas por 14 filas com 5 árvores cada uma, correspondentes aos 14 versos da estrutura do soneto, distribuídas por duas quadras e os dois tercetos (4+4+3+3).

Para que o soneto também tenha rima, as árvores com que começa e termina cada fila alternam, de modo a configurarem a rima tradicional (alternada) do soneto: A, B, A, B (por exemplo, Sobreiro, Carvalho, Sobreiro, Carvalho).

Será o maior soneto do mundo (110x36 metros) e também o único soneto vivo, que respira e que se vai modificando visualmente porque está em permanente crescimento e transformação. À dimensão poética acrescenta-se uma vertente lúdica e de prazer: a possibilidade de nele se poder entrar, passear, brincar, descansar, sonhar... estimulando deste modo uma reflexão sobre as inúmeras agressões que quotidianamente se praticam contra o ambiente.

Foram plantadas 10 variedades de árvores de folha caduca e de folha persistente para que haja um permanente renascimento de formas e de cores em relação à folha, flor e fruto dessas árvores.

Este parque é também uma obra de arte contemporânea que utiliza a estrutura de um dos géneros poéticos mais tradicionais da literatura portuguesa - o soneto - com a particularidade de usar a rima nos dois lados de cada verso (primeira "sílaba"/árvore e a última "sílaba"/árvore).

O "SONETO ECOLÓGICO" insere-se num trabalho de experimentação poética desenvolvido por Fernando Aguiar, que ao longo dos últimos 25 anos já criou várias dezenas de sonetos visuais, utilizando diferentes formas de expressão estética como a fotografia, a colagem, a instalação e a performance. Esses trabalhos têm sido apresentados em diversos países, em particular no Tokyo Metropolitan Art Space (Japão), no Museo Vostell Malpartida (Espanha), no Convento di San Domenico em Spoleto (Itália), no Musée D'Art Contemporaine (Marselha) no Museu de Serralves (Porto), e no IVAM - Institut Valencià D'Art Modern (Valencia).


Esquemas e maquetes >


Apresentação do 'Soneto ecológico' no âmbito da exposição 'EX.PO / PO.EX (1982-2012)' [Casa da Escrita, Coimbra, de 7 a 28 de Junho de 2013] >


Agradecemos a Fernando Aguiar a autorização que permitiu disponibilizar esta obra no Arquivo Digital da PO.EX]