Este texto faz parte de Dossier de Homenagem a José-Alberto Marques. Leia outros textos e releituras em > Homeóstatos de José-Alberto Marques: Uma Homenagem pelo Arquivo Digital da PO.EX.


Descrição > O homeóstato, dispositivo de procura da entropia num dado sistema, quando aplicado por José-Alberto Marques ao texto, engendra uma simulação das condições de estabilidade (e legibilidade) sustentadas pelos seus mecanismos entrópicos. Na busca de um equilíbrio textual, na procura de um campo de leitura passível de gerar uma grande quantidade de informação estética, os poemas homeóstatos buscam a auto-organização e a independência, e fazem-no encontrando a temperatura própria do texto através de uma lógica de abertura e de indeterminação. Os versos do(s) poema(s) são repetidos de formas e em ocorrências variáveis, sujeitando, a cada repetição, uma nova camada de fragmentação textual, anulando determinadas palavras e letras e contruindo, desse modo, uma sucessão de variações homeostáticas que representam metonomicamente o todo do poema. Inspirados por este procedimento textual, concebemos e programámos os homeóstatos de J.-A.M. de modo a eles responderem, num primeiro nível, a um motor textual combinatório (10 versões programadas com o poemario.js). Num segundo nível, e 'em cima' de cada variação generativa (linha, verso), pode ainda o leitor clicar para gerar indeterminados e variáveis homeóstatos. O Homeóstato N, por sua vez, permite ao leitor inserir o seu próprio texto poético para gerar homeóstatos com o léxico seleccionado.


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