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Hipermédia

O projecto O homem que queria ser água promove uma consciencialização artística em torno da ontologia da água. A ontologia da água tem a ver com a evolução temporal, a contaminação, a mistura, a fusão de materiais e a recodificação permanente de memórias. A água é transformação, metamorfose, regeneração formal, articulação da vida e da morte.

«O homem que queria ser água» é um conto dramático dividido em várias partes sobre a vida de um personagem (Agua) que sempre sonhou em se transformar em água. O conto conta o percurso e vários episódios da vida deste personagem. O seu percurso de vida, as suas experiências e transformações. Uma reflexão filosófica sobre um pensamento científico elaborado e um processo alquímico. Este homem tem de passar pelos 4 elementos da natureza para ascender ao seu propósito de se transformar em água. Acabando por morrer/renascer através do fogo - única forma que encontra para se transmutar em água. Uma alusão onírica e de imagens poéticas sobre a importância da água, com forte incidência nos aspectos ecológicos e na transformação do mundo exercida pela mão do homem. [Leitura aconselhável a partir dos 8 anos de idade.]

Pode descarregar o conto aqui > http://po-ex.net/images/stories/agua.pdf

Este trabalho foi publicado na Electronic Literature Collection Volume 3 @ http://collection.eliterature.org/3/work.html?work=agua-um-conto-digital

Vídeo >

 

+ info @ http://homemahgua.wixsite.com/projecto/digital

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ARG

L'aqva: Alternate Reality Game

L'aqva é um “Alternate Reality Game” (ARG) que promove a junção perfeita do universo da água com a cidade de Lisboa. O jogo tem como propósito dar a conhecer locais de interesse arquitectónico, histórico e turístico, através da sensibilização para os temas da sustentabilidade e ecologia. L'aqva pretende usar esta forte potência dos QR-Codes na nossa sociedade. Através do smartphone, o utilizador é direccionado para o website do nosso ARG, a partir do qual lhe é dada a possibilidade de fazer o registo ou entrar directamente para a plataforma do jogo. 2 locais do património hidrológico da cidade são o palco deste ARG, levando as pessoas a descobrir ou redescobrir a cidade de Lisboa.

Vídeo ilustrativo do ARG >

 

+ info @ http://homemahgua.wixsite.com/projecto/arg

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Tese

Água, Arte e Consciência no Século XXI. O papel da tecnologia no fluxo da natureza.

A relação do homem com a água tem vindo a modificar-se ao longo dos últimos séculos. A humanidade perdeu o contacto espiritual com o arquétipo da água e, num futuro muito próximo, arrisca-se a perder o elemento físico que é a água. A ontologia da água tem a ver com a evolução temporal, a contaminação, a mistura, a fusão de materiais e a recodificação permanente de memórias. A água é transformação, metamorfose, regeneração formal, articulação da vida e da morte. Esta dissertação tem como ponto de partida o acréscimo da presença da água como matéria na arte contemporânea do Século XXI, os problemas ecológicos e de sustentabilidade ambiental, bem como um trabalho pessoal, com mais de três anos, em torno de uma sensibilização para o universo da água. O pensamento estético e a teoria da arte têm passado a ser nas últimas décadas, um pensamento interdisciplinar em que filosofia e história podem encontrar cada vez mais apoios nas ciências sociais, nas ciências naturais, nas tecnologias e nos estudos culturais. O aumento da presença da água na arte contemporânea deve-se principalmente às mudanças tecnológicas e científicas, aos novos meios de codificação da informação, aos problemas ecológicos, à privatização e a uma nova consciência do individuo e da humanidade. Pretende-se encontrar sinergias em torno das relações e das interligações que cada vez mais, a água tem com todos os campos da história, filosofia, arte, ciência e tecnologia. Para tal serão estudados autores, projectos artísticos, investigações e estudos científicos em torno de conceitos de forma, informação e memória da água. Ainda um inquérito sobre a água será realizado a um universo de pessoas para obter uma noção do seu conhecimento sobre a ontologia da água e algumas das suas características ímpares. A água constitui para um grande número de artistas contemporâneos um elemento material que tem a capacidade de ligar a experiência do mundo actual com um sentido profundo e primogénito da mudança, do devir, de uma relação do ser humano com o tempo e com a natureza. Redes de informação, fluxos de criação de conhecimento, processos abertos, compartidos e complexos, referentes a realidades vinculadas com modelos de desenvolvimento das teorias do caos, da cibernética e da dinâmica dos fluidos, panth rhei ! tudo flui. Uma investigação metodológica que defina e analise a semântica de materiais contemporâneos numa perspectiva arqueológica dos meios artísticos e científicos. Uma arqueologia de meios artísticos supõe uma atenção às mudanças ontológicas experimentadas e uma análise critica da construção da realidade. Este trabalho responde à consciência de uma necessidade de localizar espaços de encontro entre perspectivas desunidas, de explorar pontos cegos e zonas escuras, guardadas fora dos limites estabelecidos disciplinarmente.

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação, Especialização em Comunicação e Arte

+ info @ https://run.unl.pt/handle/10362/12247

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 Teatro

O homem que queria ser água - Teatro

Um espectáculo que promove uma sensibilização e formação para o universo da água e os problemas ambientais. Um actor que se desdobra na personagem principal: Agua e o narrador que conta a sua história. Um homem que sempre sonhou em se tranformar em água. O espectáculo mostra os processos que este homem passou. O seu percurso de vida, as suas experiências e transformações de uma forma mágica, alquímica e poética. O homem tem de passar pelos 4 elementos da natureza (ar, água, terra e fogo) para ascender ao seu propósito: transformar-se em água. Acabando por morrer/renascer através do fogo.

​6 anos depois o espectáculo foi recriado. Além da narração da história do personagem Agua e da sensibilização para o mundo da água e para as questões ambientais, o conto digital criado a partir do próprio espectáculo e reconhecido internacionalmente pela Electronic Literature Collection 3, integra agora a acção. [os vídeos que se podem ver aqui no site são do conto digital. O mundo da personagem em 2 registos simultâneos: o da personagem e a virtualidade do seu pensamento e imaginação. Um espectáculo que simultaneamente conta a sua própria história numa animação digital.

Vídeos do espectáculo >

cena2Agua 11:2017

Cena3_Estado Líquido

Cena4_Estado Gasoso

 

+ info @ https://homemahgua.wixsite.com/teatro

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Antonio Abernú Frequentou Eng. Aeronáutica na UBI, Covilhã. Começa no Teatr’ubi, acabando no Centro Dramático de Évora, a estudar Teatro. Actor, Autor, Encenador e Formador. Trabalhou no Teatro das Beiras, iniciando simultaneamente um trabalho de formação e encenação em grupos de teatro amador e universitário. Participação na XI Sessão da I.S.T.A. (Int. School of Theatre Anthropology) de Eugénio Barba. Em 2000, funda a ASTA – Ass. Teatro e outras Artes do Distrito de Castelo Branco. Em 2004 concebe e dirige o projecto Teatro Virtual, Plano Operacional da Cultura - FEDER. Seminário Jovens Encenadores no Teatro Nacional D.Maria II, Lisboa. Ministra cursos de Corpo e Movimento, Direcção de Actores e Comunicação e Criatividade. Em 2011 a convite da Biblioteca da FCT da UN de Lisboa escreve, cria e interpreta: O homem que queria ser água, espectáculo de sensibilização sobre a água e os problemas ambientais, deu origem ao projecto com o mesmo nome - http://homemahgua.wix.com/projecto . Co-Fundador da Ass. Renovar a Mouraria, Lisboa. Mestre em Ciências da Comunicação pela FCSH da UN, Lisboa. Moderador de Teatro Debate na Ass. USINA, Lisboa. Membro do Projecto Europeu Tell Me - Theatre for Education and Literacy Learning of Migrants in Europe, Erasmus +.


[Agradecemos a Antonio Abernú a autorização que permitiu disponibilizar esta obra no Arquivo Digital da PO.EX]