O Festival Silêncio é a celebração da palavra enquanto unidade criativa, veículo do pensamento e da criação. O Festival tem lugar no Cais do Sodré (eixo da Rua de São Paulo), entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho é um convite aberto à participação, transdisciplinaridade, inovação, experimentação e criação.

Mais informações em > http://festivalsilencio.com


Vídeo promocional «Festival Silêncio»

Captação, Montagem e Edição: Ana Viotti


O Ciclo «Ana Hatherly: Anagramas da Escrita» tem curadoria do poeta, tradutor e ensaísta Manuel Portela, e celebra a obra da autora enquanto reflecte sobre as possibilidades materiais e conceptuais da palavra. Entendendo a criação como ato lúdico de descoberta e de experimentação, a obra de Ana Hatherly interpela-nos através da inscrição reiterada de inúmeros gestos, atos, signos e formas da escrita. As iniciativas deste ciclo de programação constituem um testemunho dessa interpelação. Integrado no Festival Silêncio 2016, pretende celebrar e dar a conhecer a obra da autora. Fá-lo a partir de uma noção multiforme de escrita, que interroga a nossa relação com os signos. Entendendo a criação como ato lúdico de descoberta e de experimentação que conduz a um leque infinito de formas e sentidos, a obra de Ana Hatherly interpela-nos através da inscrição reiterada de inúmeros gestos, atos, signos e formas da escrita.

Texto de Manuel Portela, Curador > "A mão inteligente. De toda a obra de Ana Hatherly – poesia, ficção, ensaio, tradução, performance, cinema e artes plásticas – se poderia dizer que manifesta o movimento inteligente da mão. O desejo profundo do artista é entregar-se à inteligência da mão, a esse sistema cognitivo expandido, apenas parcialmente consciente, que o seu corpo explora na relação com a matéria."

Ler mais em > http://festivalsilencio.com/ana-hatherly/


Actividades >

 

Ana Hatherly: Pintura de Signos (Em Permanência - Fundação Portuguesa das Comunicações) > As várias facetas da obra de Ana Hatherly, da literária à fílmica, são exploradas em “Pintura de Signos”, com curadoria do artista plástico e poeta Fernando Aguiar.

«A Mão Inteligente» (02/07/2016 - 15h00 - Fundação Portuguesa das Comunicações - Documentário) > Um documentário que percorre 40 anos da obra visual de Ana Hatherly, que abrange a poesia experimental, a pintura, o desenho e o cinema. Neste filme, a artista revisita o seu próprio percurso criativo. A apresentação do filme será precedida de uma intervenção do realizador, Luís Alves de Matos.

A Experiência do Prodígio: Leituras de Ana Hatherly (03/07/2016 - 16h00 - Galeria Boavista - Leitura Encenada) > Américo Rodrigues e José Neves protagonizam este jogo de leituras a duas vozes de diferentes textos de Ana Hatherly.

a n d a r [cais do sodré] (02/07/2016 - 17h00 & 03/07/2016 - 15h00 - Fundação Portuguesa das Comunicações - Dança) > espetáculo de encomenda do Festival Silêncio à bailarina e coreógrafa Aldara Bizarro. O ponto de partida: Ana Hatherly, a poesia das palavras, poesia das ideias e a poesia do andar.

ReAnagramas (Em Permanência - Galeria Boavista) > Artistas e poetas recriam obras de Ana Hatherly em resposta ao desafio lançado pelo Festival Silêncio. Curador: Fernando Aguiar. Com participação de Emerenciano, Hugo Pontes, António Barros, José Oliveira, Bruno Neiva, Antero de Alda, Irene Buarque, Rui Torres, José-Alberto Marques, Almeida e Sousa, Tiago Gomes, Jorge dos Reis, Avelino Rocha, António Dantas, António Nelos, Alberto Pimenta, Fernando Aguiar.

Ana Hatherly: Calculadora de Improbabilidades (01/07/2016 - 18H30 - Fundação Portuguesa das Comunicações - Mesa Redonda) > Ana Hatherly descrevia o artista como um “calculador de improbabilidades”, alguém que inventa formas inesperadas e não redundantes e que vê a descoberta como uma das finalidades da experimentação artística. Nesta mesa-redonda, que conta com a participação de Sandra Guerreiro Dias, Jorge dos Reis, Fernando Aguiar e Maria do Carmo de Sequeira, reflete-se sobre a improbabilidade e singularidade da sua obra, em articulação com os vários meios e formas: palavra e imagem, escrita e desenho, pintura e literatura, escrita e cinema, teoria e criação, poesia e ensaio, poesia e narrativa, poesia e performance. Participantes: Rui Torres (moderador), Sandra Guerreiro Dias, Jorge dos Reis, Fernando Aguiar, Maria do Carmo Castelo Branco de Sequeira

Re-ah: a leitura de reinvenção ou a releitura da invenção (Instalação permanente na Galeria da Boavista. Inauguração na quinta, 30 de junho, às 19h00) > Uma página trabalhada visualmente pode ser poesia? Um áudio ou um vídeo podem ser poesia? Será também poesia o que é reproduzido por um gerador automático de texto? Não ler é ler? Várias questões se colocam nesta instalação de Bruno Ministro e Liliana Vasques, do projeto Candonga, que parte da releitura e reinvenção da poesia de Ana Hatherly em suportes que vão do papel ao digital.

«Ana» e «Acto de Escrever» (02/07/2016 - 17H00 - Rua das gaivotas, 6) > Duas performances surgem como forma de homenagear o trabalho da “artista da palavra”. PorSusana Mendes Silva.


 

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