oceanografias (ou a memória da água), programado por ANTERO DE ALDA num microcomputador Sinclair ZX Spectrum em 1986, publica-se agora - exactamente 30 anos depois - conforme a versão original. Prefácio de RUI TORRES. Com um poema inédito (Amaromar, 2015) de E.M. DE MELO E CASTRO.

 

antero de alda capa oceanografias 2016


Com a presença de Antero de Alda, Rui Torres e E. M. de Melo e Castro.


Dia 16 de Julho às 17h na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, Amarante

postal-biblioteca


Dia 17 de Julho às 18h na Livraria Gato Vadio, Rua do Rosário, 281, Porto

antero de alda gato vadio oceanografias


Descrição > «oceanografias» consiste numa operação poética feita em computador a partir de uma relação de correspondência numérica linear com alguns significantes semântica e foneticamente próximos entre si. Partindo de vinte e quatro vocábulos selecionados de três poemas originais, a cada um deles foi atribuído um número sequente de 1 a 24, os quais foram depois submetidos a combinações aleatórias, previamente limitadas por variáveis determinantes da quantidade de números de cada associação e da quantidade de associações de cada experiência, e posteriormente recodificados. Em 1986, o trabalho começou por se chamar Conjeturas da Água. Depois foi-lhe associada a temática dos Descobrimentos Portugueses, originando novos contextos e novas alegorias que justificam o subtítulo «oceanografias». Só mais tarde recebeu o título definitivo a memória da água, numa alusão às experiências do Dr. Jacques Benveniste e em homenagem àqueles que acreditam que nos oceanos perdura ainda o bafo das naus de Quatrocentos.