Foi professor de Português, Francês e Inglês, e traduziu vários livros. Fundou em 1951 a revista Árvore, e co-dirigiu as revistas Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. A atitude crítica sobre a sua própria palavra faz dele um dos mais esclarecidos críticos portugueses contemporâneos. Recebu vário prémios: em 1980, o Prémio do Centro Português da Associação de Críticos Literários, pelo livro O Incêndio dos Aspectos; em 1988, o Prémio Pessoa; em 1989, o Prémio APE/CTT, pela recolha Acordes, e, em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège.