Herberto Helder, pseudónimo literário de Luís Bernardes de Oliveira, nasceu a 23 de Novembro de 1930 no Funchal, na Ilha da Madeira.
A sua actividade poética começa por estar ligada ao surrealismo, mais concretamente a um grupo de poetas que, entre 1955 e 1957, se encontrava no Café Gelo, em Lisboa. Faziam parte desse grupo, entre outros, os poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luiz Pacheco, Manuel de Lima e António José Forte. O seu primeiro livro de poesia, O Amor em Visita, aparece em 1958. Em 1961, publicou A Colher na Boca e Poemacto; em 1962 Lugar e, em 1963, Os Passos em Volta, um livro de contos. Em 1964 organizou, com António Aragão, o primeiro caderno antológico de Poesia Experimental, e desse ano data também a publicação de Electronicolírica (mais tarde publicado como A Máquina Lírica). Em 1966, co-organiza, com Ernesto Melo e Castro e António Aragão, o segundo número da revista de Poesia Experimental; em 1967 publica Húmus, Retrato em Movimento e a antologia Ofício Cantante. Em 1968 surge O Bebedor Nocturno (poemas mudados para português), Apresentação do Rosto e Vocação Animal.
Herberto Helder dedica-se actualmente à tradução de poemas e o resultado desse trabalho de “leitura” teve como resultado a publicação, em 1997, de três volumes de “poemas mudados para português” – Oulof, Poemas Ameríndios, e Doze nós numa corda.