antoniobarros artitude


Artitude:01 - Razão para Projectos & Progestos. Testemunhos. Performance, Agora.

@ TAGV_Universidade de Coimbra, 18 abril - 15 maio 2017.

+ info @ http://www.tagv.pt/artitude01-razao-projectos-progestos-testemunhos/


Folha de sala > http://www.po-ex.net/images/stories/antoniobarros/artitude01/AB_v2.pdf


Objeto_livro apresentado na exposição Artitude:01 - Razão para Projectos & Progestos, é património do Teatro Académico de Gil Vicente da Universidade de Coimbra, está residente na Sala B/LIPA-Laboratótio de Investigação e Práticas Artísticas [www.uc.pt/fluc/artisticos/investigacao/lipa] podendo ser consultado por solicitação.


Sala de Exposições [Zona vestibular]

[Sala Branca | TAGV | Universidade de Coimbra]


Testemunhos #1 _ Artitude _ O Processo. Luto como luta. Perante o SDH

[18 de abril - 30 de abril, 2017. Sala Branca. Fotos de Henrique Patrício.]

Folha de Sala "Testemunhos #1" > antoniobarros_testemunhos1_folha-de-sala.pdf

Testemunho#1, parte integrante de Artitude:01_razão para Projectos & Progestos.

Nesta peça Compósita - Sinal dos Tempos - confronta-se uma triangulação de três falas, que resultam como assinaturas do querer político quando procura definir PODER perante a sociedade:

1. Fotos de crianças vítimas do gás Sarin, imagens resgatadas à comunicação social, tão recentes, mas já esquecidas [Bashar al-Assad].

2. A ruidosa sonoridade dos mísseis convulsivamente atirados há poucas semanas sobre a Síria [Donald Trump].

3. Palavras escritas em Assinatura que colhi das paredes de Paris [Georges Pompidou].

Imagem / Som / Texto - três dizeres políticos - modos conjugados onde esta enunciação - a que enuncia e denuncia - revela toda uma inquietação em modo Artitude - a Arte como Atitude retratando o real: As Pessoas Reais.

Há aqui também a negação da indiferença, e os múltiplos questionamentos que o Hoje convoca - como um Lugar e um Tempo onde a Sociedade dificilmente se insinua.

Uma Sociedade tantas vezes mergulhada na sua Leveza - numa Era do Leve, como nos denuncia Gilles Lipovetski.

De toda uma vida num fluxo de velocidade e Fluidez marcadas por uma Sociedade Liquida como referiu Zygmunt Bauman.

Os tempos do Leve e do Líquido resultam permissivos proporcionando a severidade obtusa de autoritarismos bastantes - afirmados numa lógica de Guerra - como uma arrogante Imagem de Marca.

Por tudo isto, e não apenas, a Arte gerada no compromisso Sociológico procura resolver-se como uma Arte de Situação - situacionista - revisitando até por vezes os corolários de Guy Debord.

Procura apresentar o Artista como um Educador - como advogava Wolf Vostell na senda do Movimento FLUXUS.

Assumindo estas contaminações, a Arte, aqui, compromete-se como Artitude. E o Testemunho presente procura resultar contributivo para um Conceito de Artitude.

Do seu Processo.

Na cultura FLUXUS, tão motora dos princípios do happening, o Artista é mais Artor do que Artista, e a Arte é, aqui, fundamentalmente, uma Atitude, uma Artitude.

Por isso há um Luto. Um Luto em forma de Luta. Subtil. De Corpo Invisível, na Resolução de seu Luto. Espelhado em Luta.

Lugar onde o Espaço suporte da Intervenção - o Ambiente - este eleito entre a Urbe (Praça) - e o Palco (Ribalta), denunciam ainda uma circulação Em Negação. Em negação dos referentes que, na Porta Aberta ao Camarim, se observam - nos é permitido observar, como Objetos do Lugar, e do Tempo. Obgestos.

Na Sociedade do Mal, Vivemos em Negação para proteção do nosso próprio Ego. Já o havia referido Freud a seu tempo.

Mas hoje, essa é uma realidade que se expressa de modo tão constante.

As lâminas de gelo, tão cortantes como um punhal, diluem-se agora em água - de modo Leve, Liquido - passivo.

Leves. Liquidos.

Vivemos numa Negação.

Protegendo o Ego. Mascarando a dor. Iludindo o Sofrimento legítimo. Até à neurose.

Carl Jung dizia que "a neurose é sempre um substituto do sofrimento legítimo."

A Arte, em Artitude, sempre que lhe cumpre, assume o Sofrimento Legítimo e procura resolvê-lo. Procura gerar Renovação. Reinventa-se no sentido de devolver Condição. Dignidade. Questiona-se. Procura Educar.

Nesta Operação, num mapeamento sumário, documentos de Artitude:01 residem num objeto_livro trabalhado sobre dois painéis. Painéis que convocam um presumível diálogo com O Quadro Negro de Samira Makhmalbaf, filme realizado pela jovem cineasta iraniana quando tinha apenas 20 anos. (Sinal anímico das emergências).

O Quadro Negro segue o itinerário de um grupo de professores que, após um bombardeamento no Curdistão iraniano, se esconde nas montanhas daquela região. Todos eles carregavam às costas quadros negros, e queriam encontrar alunos a quem ensinar.

[O Objeto_Livro Artitude:01_razão para Projectos & Progestos, resulta agora, e depois de intervenções diversas, como uma peça escultural, obra de autor, que passa a integrar a coleção do Teatro Académico de Gil Vicente da Universidade de Coimbra, e a residir na Sala B_TAGV, Pólo I da Universidade, sujeito a consulta por solicitação].

António Barros, Coimbra, 15 maio 2017.


Testemunhos #2 _ A:01>P&P_Gestos, Progestos, Artitudes, Obgestos_O Percurso, Registos Documentais

[1 a 15 de maio, 2017. Sala Branca]

Folha de Sala "Testemunhos #2" > antoniobarros_testemunhos2_folha-de-sala.pdf


Basalto, uma Arma de Fogo

Artitude >

[15 de maio, 18h00, 2017. Sala dos Espelhos]

Folha de sala > antoniobarros_basalto_folha-de-sala.pdf

Aula_Artitude >

[15 maio 2017, 18h00, TAGV_Performance, Agora]

Aula_Artitude >

No espaço da ação, de parede espelhada, deverão existir 10 cadeiras em linha frente ao espelho. Perante cada cadeira haverá uma foto aplicada no espelho à altura dos olhos do utente sentado. Os espetadores entram na sala. Sentam-se. Logo que todos estejam acomodados inicia-se a Aula [Artitude _corpo invisível].


"J' Existe" | Poema Visual e Sonoro de António Barros [com Augusta Vilalobos]

Comentários a "J'Existe" >

"... estes pequenos resgistos, breves, contidos, depurados pelo crisol da repetição, são para mim muito significantes na sua aparente insignificância. Revelam-me essa discreta sensibilidade identitária que fazem reconhecer algumas excelentes obras e o seus autores." (António Dantas, 5 maio 2017)

"Num tempo veloz de scroll down nas intermitências da atenção dispersa, este é o verdadeiro post(e) na rede social! Essa rua como rede sem rede. Aprecio a repescagem dos materiais nos seus contextos redefinidos. Agrada-me o gesto de cruzamento dos sítios de onde vêm. J'existe. Je. E para onde vão? Vamos? J'existe. Je. Résiste. "Je resiste donc J'existe"." (Bruno Ministro, 5 maio 2017)

"Bem ao jeito do espírito  de revolta das tribos urbanas, o  assumir do nada em particular é o destino de alguns graffiti tais como “Eu existo” ou “Eu vivo aqui” quando, sem qualquer sentido para a vida, ausentes, apagados ou distraídos e enfraquecidos, sobretudo, desconectados e sem significação, entramos no domínio da indiferença: “Daí nascem todas as nossas paixões contemporâneas, paixões sem objecto, paixões negativas, todas nascidas da indiferença, todas construídas sobre um outro virtual, na ausência de objecto real, e portanto voltadas a cristalizar de preferência seja o que for.” * Ora, contrariando essa indiferença - apenas exteriorizada através de um agir, de um acting-out que se afirma na virulência inerente à desafeição - e resistindo ao sistema – hábil  em assimilar os elementos negativos como os conflitos ou os erros -,  à indiferença, António Barros responde com poesia, num grito sussurrante e libertador que escapa ao destino das paixões negativas, que culminam no ódio e, consequentemente, no medo. Contra a perfeição do sistema, a resistência ao medo, a esperança. “J’existe” . O canto (das rolas), resiste! [* Jean Baudrillard (1995). O Crime Perfeito. Relógio D’Água Editores, Lisboa, 1996, p. 182.] (Margarida Amaro, 7 Maio 2017).


Artitude:01_razão para Projectos e Progestos. Testemunhos _ Conceito de António Barros, no Teatro Académico de Gil Vicente.

Publicado no YouTube por esectv em 1 Junho 2017.