PO.EX - POesia EXperimental - Termo proposto por E. M. de Melo e Castro para enquadrar as actividades de autores portugueses ligados à poesia visual, sonora e concreta dos anos 1960 a 1980.

Experimentalismo literário: prática expressiva que se centra na materialidade significante e nos processos de semiose literária.

CD-ROM da PO.EX com Revistas da Poesia Experimental > http://po-ex.net/evaluation


Poesia experimental: actualidade, pertinência. Muitas das operações que a máquina literária digital apresenta, encontravam-se em práticas poéticas precedentes. Colagens, espacialização visual dos significantes, escrita automática, procedimentos de permutação (Reis, 2009; Drucker, 2005).

Superação dos limites da teorização dos géneros. “Atitude transgressora face a convenções dominantes e gramáticas específicas” (Reis, 2005: online).

O texto como problema: E. M. de Melo e Castro, A revolta do texto [in As palavras só-lidas. Lisboa: Livros Horizontes, 1980]. Leitura por Américo Rodrigues:


Cruzando a teorização de Arnaldo Saraiva para o estudo das literaturas marginais (1980) com a PO.EX...

A poesia experimental (concreta, visual, sonora ou cibernética), rompendo com “a literatura dominante, oficial, consagrada, académica e mesmo clássica” (Saraiva, 1980: 5), não peca por “menos estruturação, menos elaboração estética, menos conceptualização, ou menos ambição cultural” (1980: 5).

A PO.EX é marginal e marginalizada por razões de “ideologia literária” e de “economia do mercado editorial” (Saraiva, 1980: 6).

O experimentalismo promove “o desrespeito das leis clássicas, [propondo] a novidade nas técnicas ou nos motivos, a contaminação dos géneros, (...) a complicação estrutural” (Saraiva, 1980: 6).

O marketing literário não o legitima, pois não o consegue compartimentar nos formatos convencionados pelo mercado.

A poesia experimental é publicada em folhetos, catálogos, registos de acontecimentos, graffitis, fotocópias, objectos, jardins. Ver: