Secção 6 >

ARQUIVO É ANARQUIVO! [FortunAly]


Som-Texto (Poema sonoro) >

Outros autores sobre Itinerário do Sal:

"O autor actor e músico Miguel Azguime, funde modelações vocais, mímica, gestos e as suas “projecções” no vídeo e electrónica ao vivo. As possibilidades do autor nesta produção histérica e fisiológica espantam, tornando-se um excelente “material” para as transformações electrónicas." (Asta Andrikonyte, 2006)

"Depois desta experiência, talvez o espectador se pergunte sobre o seu género: será música electroacústica? Poesia sonora? Teatro musical, arte performativa, ópera multimédia? Ou será antes todas estas hipóteses juntas? (...) Ultrapassar barreiras de grandes disciplinas estabelecidas é uma das características marcantes da poética de Azguime. É ele o autor dos versos, recita-os e interpreta a música composta de proliferações rítmicas de sons, palavras e gestos. (...) Parece teatro, mas não é." (Jelena Novak, e-volucija, nº14, 2007)

"Itinerário do Sal, de Miguel Azguime, é um exemplo da hibridez intermédia tornada possível pela actual tecnologia digital. Os sons ligeiramente diferidos que saem da boca do actor/autor tentam ser simultaneamente o resultado dos movimentos corporais, isto é, aquilo que poderíamos referir como a música da voz ou a poesia da voz, e a notação desses movimentos. É como se o som escrevesse o próprio som. O mesmo se poderia dizer da escrita: os traços traçam a sua própria possibilidade enquanto forma escrita." (Manuel Portela – blog TAGV Coimbra, 16/02/2007)

Miguel Azguime, "A Laugh to Cry"

[05 Act 1]

[7 Act 2]


Texto-Som (Leitura) >

Rui Torres: "Fernando Aguiar, em «Problemática da dificuldade», insiste nas nas figuras de repetição, nas aliterações, nos jogos sonoros. Essa recursividade obsessiva dos elementos fonéticos, indagando no corpo da palavra a sua própria origem, resultam numa fragmentação discursiva que, através de variações mínimas, introduz transformações ao reportório apresentado, dentro de uma estética minimalista e combinatória."

Rumor Branco #8 04:30 (m)

[Nuno M Cardoso lê texto de Rui Torres: "Américo Rodrigues, em leitura de “Problemática da dificuldade”, de Fernando Aguiar. Texto variacional repetitivo para uma conjuração do tempo presente. Fernando Aguiar, poeta visual e performer, escreveu, em 1988. Américo Rodrigues, em gravação na Guarda em 2012, ofereceu a interpretação. A justaposição e a montagem, atribuindo novos rumos à progressão adjectiva de uma problemática da dificuldade. Prece, evocação. A crise exorcizada? Américo Rodrigues o dirá, em leitura de texto de Fernando Aguiar."]

Fernando Aguiar, "Problemática da dificuldade"

Américo Rodrigues interpreta “Problemática da dificuldade” (Fernando Aguiar)

Américo Rodrigues interpreta “Problemática da dificuldade” (Fernando Aguiar) [Versão de Luís Aly]


Genealogia/derivação (História) >

"Este filme e sonoro", aparece no inicio do videopoema "Música Negativa", de Melo e Castro.

Do catalogo da exposição O caminho do leve, de E. M. de Melo e Castro:"Música negativa (1965) nada tem a ver com a valorização musical do silêncio. Tem a ver (porque é para ser vista) com a ausência do som. Começou como uma brincadeira infantil e continuou como metáfora contra a impostura do silêncio e da censura salazarista, em Janeiro de 1965, sendo uma das participações no happening organizado por Jorge Peixinho Concerto e Audição Pictórica na Galeria Divulgação, em Lisboa. Este filme foi realizado por Ana Hatherly em 1977, tendo o autor como performer."

Ler >

E. M. de Melo e Castro, depoimento sobre António Aragão, Revista Cibertextualidades 7, sobre Concerto e Audição Pictórica: "A proposta foi feita pelo músico e compositor Jorge Peixinho que numa posição interdisciplinar, contatou os poetas colaboradores da Poesia Experimental, mas também músicos como Clotilde Rosa (harpista da Orquesta Sinfónica Nacional) e Mário Falcão (multi-instrumentista da Banda da Guarda Nacional Republicana) e também o pintor Manuel Baptista. O evento realizou-se na Galeria Divulgação, no espaço onde estava patente a exposição dos nossos trabalhos experimentais, chamada VISOPOEMAS. António Aragão representou um papel que evidenciou uma outra faceta da sua múltipla personalidade: a transgressão, o humor, a denúncia e o absurdo. O Funerão do Aragal foi um momento de absoluto humor absurdo ... Ao redor de uma mesa que foi trazida já posta, com pratos de comida, sentamo-nos e começamos a comer ruidosamente, mastigando e batendo com os talheres nos pratos... ao lado da mesa foi colocado um caixão de pinho onde o Aragão se deitou. Então todos nos levantamos um a um e despejamos os restos de comida dos pratos por cima do corpo do Aragão. Seguidamente levantamos o caixão e saímos lentamente da cena enquanto se ouviam acordes da marcha fúnebre do costume. O simbolismo era evidente tendo em atenção os mortos das guerras nas colónias de África... Seguiu-se um solo da harpa ... No happenning cada participante tinha uma parte programada e outra improvisada... mas ninguém tinha a certeza do que iria acontecer, pois não conhecíamos o que cada um iria fazer. A minha participação consistia na realização do poema gestual silencioso Música Negativa, na improvisação de Foco e Barulho e na participação em várias ações espontâneas e simultâneas com as dos outros participantes. A Salette Tavares, entusiasmada, atirava rolos de papel higiénico coloridos sobre a assistência enquanto declamava a sua Ode aos Crí...Cri...Cri...Criti cus da nossa terra !!!"

E. M. de Melo e Castro, "Música Negativa" [Filme 16mm p/b, sem som]


Processo/manipulação (Kyma) >

Luís Aly: Morphing