Secção 4 >

ARQUIVO É ANARQUIVO! [FortunAly]


Som-Texto (Poema sonoro) >

Liner-notes de Miguel Azguime: "Itinerário do Sal é uma Op-ErA do Miso Ensemble, de 2008, grupo constituído por Miguel Azguime - performer, composição, concepção e textos; e Paula Azguime - desenho de som e electrónica em tempo real, concepção, vídeo e encenação; aqui com a colaboração, no vídeo, de Andre Bartetzki e Perseu Mandillo. (...). Concebida entre 2003 e 2006, a ópera Itinerário do Sal foi apresentada em várias salas do mundo, recebeu o prémio Music Theatre Now Competition na categoria Other Forms Beyond Opera atribuído pelo International Theatre Institute, e foi gravada e filmada ao vivo no Centro de Cultural de Belém, 21 e 22 de Outubro de 2006, no âmbito do Festival Música Viva 2006. (...)

Reflexão sobre a Criação e a Loucura, (...) em torno da linguagem, da palavra-sentido e da palavra-som; ambas tratadas como dimensões da voz, da voz enquanto extensão do corpo e ambas totalmente integradas na construção cénica como projecção tangível da ressonância das palavras através do som e da imagem. Áudio, Vídeo e processamento electrónico em tempo real associados à projecção espacial da voz, da poesia, do gesto, da música e do traço, desenvolvem uma polifonia de sentidos, um contraponto de significados, uma exuberância de emoções. Um performer/autor em palco talha ao vivo novos trilhos na música electrónica; o som, a luz, as imagens e o movimento como que desenhados, pintados ou esculpidos, desafiam de forma poderosa, intensa e emocionante as convenções e os limites entre Música, Teatro e Ópera."

Miguel Azguime, "De Part et d'Autre" (Itinerário do Sal)


Texto-Som (Leitura) >

Rumor Branco #2 05:10 (m)

[Nuno M Cardoso lê texto de Rui Torres: Américo Rodrigues, em Leituras da Poesia Experimental Portuguesa gravadas na Guarda em 2012 por Rui Torres e Luís Aly, interpreta o poema “O lixo”, de Salette Tavares. Originalmente publicado em 1971, no livro Lex Icon da escritora portuguesa já falecida, uma elegia ao lixo, o repugnante e expurgado lixo, o lixo secreto aqui e agora tornado jóia, informação, arte. Homenagem a Schwitters e a Dada, aos poetas de lixos. Para a leitura, Américo Rodrigues, recorrendo à exploração do texto-som, ao isomorfismo e à repetição, apela à reconstrução da linguagem. O lixo luxo de Salette Tavares. Américo Rodrigues lê “O lixo”, de Salette Tavares."]

Américo Rodrigues lê “O lixo”, de Salette Tavares


Genealogia/derivação (História) >

Ursonate, de Kurt Schwitters, foi publicado na revista Merz, número 24, 1932. A organização escrita da fonética, numa sonata em quatro momentos. A variação no ritmo, a severidade militar dos alfabetos em decomposição. Schwitters, pintor, inventor da técnica de colagem “Merz.” Colaborador de Arp, Tzara, Hausmann. Esta “Sonata in Urläten”, alterada entre 1926 e 1932, data da versão que aqui se apresenta. Experimentador nos campos da poesia, cabaret, tipografia, pintura no corpo, música, arquitectura. Avô da Pop Art, do Happening, da arte Conceptual, de Fluxus, da arte multimédia. A arte do ruído no seu extremo: a integração óptico-fonética e o nonsense, o zaum de uma língua transmental (o termo é de Krutchenik, 1920). O sopro vital, a onomalíngua (nas palavras de Firtunato Depero, 1946), a linguagem das crianças e dos selvagens. Kurt Schwitters, “Ursonate”.

Kurt Schwitters, “Ursonate” [zweiter teil: largo] [Ligação externa / External link]


Processo/manipulação (Kyma) >

Luís Aly: Anoitece