Secção 15 >

ARQUIVO É ANARQUIVO! [FortunAly]


Som-Texto (Poema sonoro) >

Rumor Branco #7 05:08 (m)

[Nuno M Cardoso lê texto de Rui Torres: "Miguel Azguime, em excertos seleccionados de Itinerário do Sal, de 2007. Itinerário do Sal, de Miguel Azguime, publicado em CD e contendo ainda um filme em DVD, é sobre a linguagem, no sentido duplamente conceitual (do significado) e da impressão acústica (do significante). A voz, bem como a música que resulta do seu processamento, e a encenação que deriva da sua relação com o corpo, tornam-se o signo a explorar. Um exemplo da “hibridez intermédia tornada possível pela actual tecnologia digital”, como explica Manuel Portela. Com recurso ao processamento electrónico em tempo real, Azguime projecta a voz e a poesia numa convergência associativa imagética que, num mesmo tempo, é multimodal e indeterminada. Uma experiência sinestésica. Como reflexão acerca do papel da notação na escrita musical e poética, esta Ópera Electroacústica torna-se convulsão meta-sonora, indagação acerca do papel da arte no nosso tempo. No tema que dá título ao disco, “Mapas de travessias” do sol, do sal, do som e do sul."]

Itinerário do Sal [Op-ErA], Miso Ensemble, 2003-2008

Das 'liner-notes' do DVD: "A primeira parte, aborda a questão da ausência do autor enquanto desdobramento e deslocação da sua personalidade criadora e põe em cena a própria cena. A segunda parte é dominada pela pesquisa do gesto da escrita interpretado como gesto instrumental e portanto musical. No fundo do gesto de escrever está o som da palavra. A palavra subordinada à vida. A palavra liberta da palavra. A terceira parte dá corpo à palavra e dá-lhe imagem. A partitura do poema compõe o tempo."

Miguel Azguime, “O Ar do Texto" e "O Som Interior” (vídeos); "O ar do texto opera a forma do som interior" (Audio)


Texto-Som (Leitura) >

Leonor verdura: interpretação cénica de obras da poesia experimental portuguesa | Actores: Bruno Vilão e Íris Santos | Encenação: M. Almeida e Sousa | Produção: Mandrágora - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte | Imagem (vídeo): Bruno Corte Real | Som: Ricardo Mestre

Mandrágora

Sentado quo - António Dantas [start: 23:36]

To be or net to be - António Dantas [start: 23:44]

Carta tipo X - César Figueiredo [start: 26:29]

Bicicleta & guarda-chuva - M. Almeida e Sousa [start: 29:56]

[https://mandragora79.wordpress.com/2012/04/]


Genealogia/derivação (História) >

Gravado em 2002 nos Estúdios de Música Electrónica da Universidade de Edimburgo / Estúdio privado do compositor [http://www.mic.pt:8080/cimcp/dispatcher?where=2&what=2&show=1&obra_id=585&lang=PT]

Pedro Rebelo: "Tabacaria [boxed] (2002) é uma performance multimédia elaborada para o Projekt Pessoa (Viena), um projecto de teatro-música que tem como ímpeto a natureza heterónima do trabalho de Fernando Pessoa. Este aspecto da obra do poeta foi explorado com referência a noções de fragmentação, multiplicidade e ruptura que estão na base do design, programação e estrutura do evento. A performance de Tabacaria tem precisamente esta papel de fragmentação, num ambiente de concerto/teatro composto de encenação de excertos de textos de Pessoa com obras de Alexander Stankovski, Germán Toro-Pérez e João Pedro Oliveira. Tabacaria [boxed] é uma versão para CD que utiliza como fontes sonoras a gravação por João Villaret do poema de Pessoa tal como extractos das três obras do Projekt Pessoa. Os materiais utilizados como base para improvisação na performance Tabacaria são aqui re-contextualizados de forma a derivar da estrutura do texto e sua leitura, o contorno da simultaneidade sonora."

Pedro Rebelo, "Tabacaria (Boxed)" (Electronic Music from Portugal) [Excerto]

Álvaro de Campos, TABACARIA

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Ler > http://arquivopessoa.net/textos/163


Processo/manipulaçao (Kyma) >

Luís Aly