Mesa Redonda > Ana Hatherly descrevia o artista como um “calculador de improbabilidades”, alguém que inventa formas inesperadas e não redundantes e que vê a descoberta como uma das finalidades da experimentação artística. Nesta mesa-redonda, que conta com a participação de Sandra Guerreiro Dias, Jorge dos Reis, Fernando Aguiar e Maria do Carmo de Sequeira, reflete-se sobre a improbabilidade e singularidade da sua obra, em articulação com os vários meios e formas: palavra e imagem, escrita e desenho, pintura e literatura, escrita e cinema, teoria e criação, poesia e ensaio, poesia e narrativa, poesia e performance.

Data: 01/07/2016 - 18H30 | Local: Fundação Portuguesa das Comunicações


Imagens (brevemente) >

Créditos das Fotografias: Fundação Portuguesa das Comunicações/Ana Ferreira, Luís Gonzaga.


Participantes:

Rui Torres, moderador (n. Porto, 1973) estudou comunicação (licenciatura), literatura (mestrado e doutoramento) e hipermédia (pos-doc). É professor associado com agregação na Universidade Fernando Pessoa e foi docente em várias Universidades. É membro do Board of Directors da Electronic Literature Organization e coordenador do Arquivo Digital da PO.EX (www.po-ex.net). Tem publicações sobre literatura, comunicação e cibertextualidades, assim como trabalhos criativos de literatura electrónica, disponíveis em linha (www.telepoesis.net).

Sandra Guerreiro Dias (1981) é doutorada pela Universidade de Coimbra (CES-FLUC) em Linguagem e Práticas Sociais, com tese sobre anos 80, arte da performance e poesia experimental (FCT). Realiza investigação interdisciplinar em estudos da performance, literatura e história da cultura, áreas nas quais tem vindo a apresentar conferências e artigos no país e no estrangeiro. É poeta e performer.

Jorge dos Reis nasceu em 1971 em Unhais da Serra. Master of Arts pelo Royal College of Art, Doutorado em Design de Comunicação pela Universidade de Lisboa. Professor Auxiliar na Faculdade de Belas-Artes onde fundou e dirige o Mestrado em Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas. Tem uma actividade dual enquanto projectista e artista: faz design gráfico e tipográfico desde 1996 em atelier próprio; expõe desenho e faz performance, realizando exposições individuais e participando em mostras colectivas.

Fernando Aguiar publicou 30 livros de poesia, performance infantis e antologias de poesia experimental internacional. Realizou 46 exposições individuais em Portugal, Hungria, México, Polónia, Itália, Espanha, Emiratos Árabes Unidos, Cuba e no Brasil, e participou em centenas de exposições coletivas em diversos países. Desde 1983 apresentou cerca de 200 intervenções e performances poéticas em mais de 100 Festivais Internacionais de Poesia e de Performance, em 27 países. Organizou diversas exposições de Poesia Visual Portuguesa e Internacional em Portugal, Itália, França e no Brasil, e Festivais de Poesia e de Performance em Portugal.

Maria do Carmo Castelo Branco de Sequeira, Professora aposentada da Universidade Fernando Pessoa. Mestre em Literaturas Românicas Modernas e Contemporâneas, pela faculdade de Letras da Universidade do Porto e Doutora em Ciências da Literatura – Literatura Portuguesa, pela Universidade do Minho, com teses, respectivamente, sobre Prosas Bárbaras, A Germinação da Escrita Queirosiana, (publicada pelas Edições da U.F.P). e A Dimensão do Fantástico na Obra de Eça de Queirós, publicada pela Editora Campo de Letras. Autora de vários estudos sobre literatura dos séculos XIX e XX, nomeadamente, sobre poesia experimental, incidindo sobre Ana Hatherly, Alberto Pimenta e António Aragão.